UNIFICAÇÃO DOS TÍTULOS NACIONAIS

Decisão justa?

Foto: Reprodução

Com a falta de assunto nas férias do mundo do futebol e um mercado de transferências praticamente “travado”, um tema está sendo bastante comentado nas últimas semanas: A decisão da CBF em oficializar a Taça Brasil e o Torneio Roberto Gomes Pedrosa como “Campeonato Brasileiro”.

Essa decisão altera o ranking dos maiores campeões do futebol no Brasil. Anteriormente, o São Paulo era o primeiro da lista, com seis campeonatos nacionais reconhecidos pela CBF. Agora, o Tricolor foi ultrapassado por Palmeiras e Santos, que possuem oito conquistas cada – sem contar, é claro, as competições nacionais de menor valor, tais como Copa do Brasil e Copa dos Campeões, o que aumentaria ainda mais a vantagem de palmeirenses e santistas.

Mas o que, de fato, está incomodando boa parte dos jornalistas e comentaristas é que essa tardia oficialização traz algumas “mudanças” no que eles, de modo geral, costumavam passar como informação “legítima” para seus leitores, enquanto as competições nacionais da geração mais vitoriosa do futebol brasileiro eram ignoradas – entre 1958 e 1970 o Brasil faturou três das quatro Copas do Mundo que disputou.

De jornais impressos a blogs na internet, encontramos textos de todos os tipos, inclusive dos mais renomados jornalistas contrários à unificação. Coincidentemente, nenhum deles trata de rebater, com argumentos irrefutáveis, o dossiê elaborado pelo também jornalista Odir Cunha. Todos usam anacronismos (olham para o passado com os olhos do presente), metáforas (um imperador não precisa ser chamado de presidente para ser reconhecido como um governante) e comparações bizarras (números de jogos e formatos de disputa) em seus textos vazios e subjetivos. Não encontrei nenhuma linha que conduzisse o leitor à reflexão ou pelo menos à curiosidade de tentar encontrar possíveis “falhas” no tal dossiê.

Mas o pior disso tudo é que a falta de conhecimento aliada às críticas destes jornalistas esportivos, que pouco conhecem da história do futebol brasileiro, criou em alguns torcedores a sensação de que essa "unificação" foi um ato político para prejudicar determinados times. E não foi.

A CBF e o seu presidente, Ricardo Teixeira, podem ter muitos defeitos. Mas não podemos ser tão radicais, a ponto de não enxergarmos que essa decisão foi justa e benéfica para a história do nosso futebol.

Em nossa próxima coluna, pretendo abordar alguns assuntos pontuais – e também polêmicos - referentes à história do Campeonato Brasileiro (de 1967, 1968 e 1987).

Até a próxima e Feliz Ano Novo!

Felipe Virolli é jornalista e autor do Ranking de Clubes Brasileiros (www.rankingdeclubes.com.br), baseado em pesquisas e análises da história do futebol.



Escrito por Felipe Virolli às 20h08
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UNIFICAÇÃO DOS TÍTULOS NACIONAIS

Passando a história a limpo

Foto: Divulgação

Ao que tudo indica, parece que a CBF finalmente resolveu equiparar os campeonatos nacionais de 1959 a 1970 ao que hoje chamamos de Campeonato Brasileiro. A decisão ainda não foi oficializada, mas já causa muita polêmica – desnecessária, diga-se de passagem.

Isso porque muita gente está se esperneando contra a provável decisão da entidade que manda – e também desmanda – no futebol nacional. Embora eu também critique a CBF quando julgo necessário, não posso deixar de elogiá-la neste caso.

A Taça Brasil (1959-1968) e o Torneio Roberto Gomes Pedrosa (1967-1970) foram os campeonatos nacionais do período mais vitorioso do futebol brasileiro, que de 1958 a 1970 disputou quatro Copas do Mundo e faturou três. Além disso, embora cada torneio tenha um formato diferente – tal qual o Brasileirão até 2003 -, o objetivo sempre foi o mesmo: Dar ao seu vencedor o título de campeão do Brasil – exceto no Robertão-67 e na Taça Brasil-68.

Falo isso com toda a certeza de quem há muito tempo lê e pesquisa exaustivamente os arquivos e a história do futebol brasileiro. Modéstia à parte, não foi à toa que criei o Ranking de Clubes Brasileiros, o mais justo e imparcial ranking do futebol do Brasil.

A decisão da CBF será totalmente justa?

Conforme citei anteriormente, especificamente o Robertão-67 (conquistado pelo Palmeiras) e a Taça Brasil-68 (conquistada pelo Botafogo) não deveriam ser reconhecidos com status de Campeonato Brasileiro e sim de Copa do Brasil. Isso porque tivemos as duas competições nestes anos e, em 1967, a Taça Brasil era a mais importante. No ano seguinte, houve uma inversão de valores e o Robertão passou a ser o torneio mais importante.

Entretanto, a CBF deve reconhecer todas essas competições como Campeonato Brasileiro, até para não causar mais polêmica e ainda ter o trabalho de explicar por quais motivos a Taça Brasil e o Robertão de um clube vale e a do outro não. E, de certa forma, é menos injusto reconhecer todo mundo como campeão brasileiro do que não reconhecer ninguém. Portanto, se confirmada essa decisão do reconhecimento, parabéns à CBF por (tentar) passar a limpo a história do nosso futebol.

Leia também: A história completa dos campeonatos nacionais do Brasil, desde 1959.



Escrito por Felipe Virolli às 08h26
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COPA DO MUNDO DE CLUBES - 2010

Vergonha do desporto nacional

O Internacional, campeão mundial em 2006 e atual campeão da Taça Libertadores da América foi derrotado hoje pelo TP Mazembe, da República do Congo, por 2 a 0. Com isso, pela primeira vez na história do Mundial Interclubes, desde 1951, um clube sul-americano não participará da decisão. Que vergonha!



Escrito por Felipe Virolli às 20h18
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COPA DO MUNDO DE CLUBES - 2010

O Sport Club Internacional é o representante brasileiro/sul-americano na Copa do Mundo de Clubes. O Colorado está em busca do seu segundo título na competição. Para conhecer a história dos Campeonatos Mundiais Interclubes, visite o site do Ranking de Clubes (www.rankingdeclubes.com.br/historia_mundiais.htm).



Escrito por Felipe Virolli às 16h06
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CAMPEONATO BRASILEIRO - 2010

O Fluminense Footbal Club, dirigido pelo competente treinador Muricy Ramalho, faturou o Brasileirão de 2010. Foi um título suado, mas muito merecido.

Vejo muitos "falsos moralistas" dizendo por aí que o Flu não era merecedor dessa conquista, pois subiu para a Série A de uma maneira nada digna em 2001. Eu concordo que a maneira pela qual o clube chegou novamente à elite não foi das mais limpas e transparentes, mas não podemos levar isso em consideração no futebol - que é mesmo um meio sujo -, quase 10 anos depois, onde tantas outras sujeiras continuaram acontecendo, em favor de tantos outros clubes.

Portanto, parabéns, Fluminense, tricampeão nacional!



Escrito por Felipe Virolli às 01h27
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Felipe Monteiro Virolli é jornalista e autor do Ranking de Clubes Brasileiros. Polêmico, crítico e muito sincero, Virolli entrou para o jornalismo com a idéia de revolucionar o mundo. Tem ideais vanguardistas e preza muito pela ética na profissão, assim como na vida. Seu desejo com o blog Futebolismo é se tornar referência na internet em conteúdo futebolístico, oferecendo opiniões e análises com qualidade, livres de paixões clubísticas, para quem é fanático por este maravilhoso esporte.
 

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