Caro leitor futebolista, é com muita satisfação que anunciamos que o Futebolismo será o blog oficial da Revista 90 Minutos, que será lançada em breve pela Brazuka Comunicações.
Por este motivo, o blog passará por algumas pequenas "reformas" e ficará temporariamente desatualizado. Em breve, retornaremos com força total e muitas novidades, dentre elas o lançamento da Revista 90 Minutos. Aguarde!
Domingão do Fogão Foto: André Durão / GloboEsporte.com
Como diz o ditado, "o futebol é uma caixinha de surpresas" mesmo. Neste domingo jogaram Vasco da Gama e Botafogo, no Maracanã, em jogo válido pela final da Taça Guanabara, o primeiro turno do Campeonato Carioca. Vale lembrar que, na primeira fase deste "mini-torneio" o Vasco goleou o Botafogo por 6 a 0 em pleno Engenhão, com show do atacante Dodô - o resultado derrubou o técnico Estevam Soares do Fogão, que repatriou o folclórico e bom Joel Santana.
Com "Papai Joel" o time se acertou e na fase semi-final bateu o poderoso Flamengo, de Adriano, Vágner Love e companhia. Na final, o Vasco novamente apareceu na vida do Botafogo. Mas a equipe de General Seveiano se "vingou" e bateu o rival por 2 a 0. Além de toda esta "volta por cima" do Botafogo, tenho de ressaltar que o primeiro gol do triunfo da Estrela Solitária foi marcado pelo (contestado) zagueiro Fábio Ferreira, muito criticado nos tempos de Corinthians.
O segundo gol do Fogão foi marcado por "Loco" Abreu, em cobrança de pênalti. Vale destacar neste lance a vibração do atacante uruguaio, que soltou um empolgado grito de "gol" antes mesmo do narrador da Globo (veja no vídeo abaixo, mais precisamente a 01min e 44seg). Eu não estava no estádio, não sou botafoguense, mas como admirador de futebol, posso dizer que foi um momento emocionante, difícil de se ver (ou ouvir, como preferir).
Com a "conquista", o Botafogo está classificado para a final do Campeonato Carioca e enfrentará o futuro vencedor do segundo turno, batizado de "Taça Rio". Caso o mesmo Botafogo vença o segundo turno, automaticamente se sagrará campeão carioca. Particularmente eu gosto deste formato de torneio. Além de desagastar menos os atletas dos times do Rio de Janeiro (são menos jogos que em São Paulo), a competição sempre tem os atrativos dos jogos decisivos entre os grandes clubes em dois turnos, além da eventual final entre os vencedores dos dois turnos para decretar, enfim, o campeão estadual.
Parabéns ao Botafogo pela simbólica conquista e, principalmente, pela volta por cima.
Surpresa lá, surpresa cá - O torcedor botafoguense que não me entenda mal, mas na minha opinião o Vasco era o favorito a ficar com a Taça Guanabara. E o Botafogo não só venceu com méritos, mas também teve o inusitado - e decisivo - gol de Fábio Ferreira. Gratas surpresas.
E no Palestra Itália, o Palmeiras (em crise) bateu o forte São Paulo por 2 a 0. E com dois gols do criticado atacante Robert. É muito interessante este dinamismo do futebol. O Verdão demitiu Muricy Ramalho, contratou Antônio Carlos, a torcida organizada protestou corretamente contra a diretoria, mas também criticou erroneamente o novo treinador e, mesmo diante de todo este cenário, venceu o badalado São Paulo.
Vale ressaltar a personalidade (e a coragem) de Antônio Carlos Zago, que nem bem se apresentou ao Palmeiras e já foi para o campo dar treino e não fugiu da responsabilidade de dirigir o time no clássico que tinha tudo para ser desfavorável. Normalmente, os treinadores preferem assistir das tribunas o primeiro jogo, principalmente se for um clássico, que pode "queimá-los".
Embora eu tenha sido extremamente contra a demissão de Muricy Ramalho (não pelos resultados do treinador, que até então eram pífios, mas pela incoerência no planejamento da diretoria), entendo que Zago pode sim ser um bom treinador para o Palmeiras. Identificação com o clube e bom relacionamento com jogadores e empresários do meio do futebol ele tem. Mesmo assim, não deixa de ser uma aposta arriscada. Mas quer um palpite quanto a reforços? Acho que agora sim a Traffic vai voltar a colocar jogadores no Verdão. Muricy preferia montar uma sólida base com jogadores do próprio clube, já Antônio Carlos tem um perfil mais voltado para o "futebol de negócios". Vamos aguardar.
"Era Pelé" - O Santos continua irresistível no Paulistão. Mesmo com alguns desfalques, o Peixe bateu o Mirassol por 2 a 1, segue líder do torneio e chegou a sete vitórias consecutivas - mesma marca da equipe na época de Pelé, em 1968.
Mistão do Timão só empata - O Corinthians, pensando e priorizando a Libertadores, jogou com um time praticamente reserva, diante do Rio Branco. E não agradou. Num jogo sofrível, o placar não saiu do zero. Pelo menos o Corinthians também não saiu do G-4. Quarta-feira tem estréia pela Copa Libertadores, diante do Racing-URU, no Pacaembu.
Ridículo: Palmeiras demite Muricy Foto: Agência / Estado
Muita gente diz que a esperança é verde, e muitos palmeirenses acreditavam nisso, convictos de que Luiz Gonzaga Belluzzo seria o melhor presidente da história do Palmeiras. Potencial para isso ele tem (ou tinha?), mas após os últimos acontecimentos na vida do Palmeiras, infelizmente (para os palmeirenses) tenho que dizer que a gestão de Belluzzo é um tremendo fiasco.
Com a consumação da demissão de Muricy Ramalho, Belluzzo demonstra um amadorismo que não condiz com o seu nível intelectual, tampouco com as suas explanações sobre gestão moderna no futebol (o famoso planejamento), que tanto iludiu os palmeirenses.
Sinto-me à vontade para escrever sobre este assunto, pois sempre apoiei o professor Belluzzo, ao mesmo tempo em que critiquei (na época) a demissão repentina de Vanderlei Luxemburgo por um motivo nada convincente. E por qual motivo este blogueiro e jornalista foi contra a demissão de Luxa?
Porque se acontecesse o que aconteceu (fracasso no Brasileirão), Luxemburgo seria "o" culpado. Como ele foi "tirado" do comando da equipe, a torcida ficou sem ter quem responsabilizar - sobrou toda a culpa para Vágner Love, injustamente. Não quero entrar no mérito das declarações infelizes de Luxemburgo e do desgaste que ele tinha com uma parte da torcida, mas se a diretoria no início da temporada acreditava no trabalho dele e fez as contratações por ele solicitadas, o mínimo que se esperava é que ele terminasse o ano dirigindo o time.
Mas não. O Palmeiras preferiu apostar (talvez pensando a longo prazo) em Muricy Ramalho, um técnico tricampeão brasileiro, que costuma honrar seus contratos e que defende os clubes onde trabalha com unhas e dentes. Na minha opinião, foi por conta desta mentalidade que o Palmeiras perdeu "o fio da meada" no Brasileirão. Sempre fui contra esta(s) troca(s) de comando no meio de um campeonato - e prefiro nem citar a passagem do inexperiente Jorginho, pois qualquer sequência de maus resultados ele seria demitido também. Apesar de ser contra a demissão de Luxemburgo, admito que, pensando a longo prazo, contar com o "trabalhador" Muricy ao invés do ganancioso Luxa é um grande negócio.
Muricy Ramalho chegou ao Palestra e encontrou um time na ponta da tabela, jogando muito bem e pronto para ser campeão brasileiro. Mas não era o "seu" time, com a "sua cara". Até Muricy se adaptar ao Palmeiras no meio de um importante e disputadíssimo torneio - aliado a contusões de alguns de seus principais jogadores -, o "porco foi para o brejo".
Conforme vimos na figura acima, "os números não mentem". E na matemática do Campeonato Brasileiro, o Palmeiras terminou na 5ª colocação, perdendo até mesmo a "praticamente garantida" vaga na Taça Libertadores - alguns conceituados matemáticos chegaram a afirmar que o Palmeiras tinha mais de 90% de chances de participar da Libertadores-2010.
A decepção foi total para a torcida palmeirense, que dormiu no sábado sonhando com uma épica conquista de título e sentiu no domingo o amargo gosto da derrota, da perda do título e, principalmente, da "eliminação" da Libertadores.
Apesar disso tudo, a diretoria tinha algum crédito com a torcida, pois conseguiu segurar os principais jogadores da equipe durante a janela de transferências para a Europa. Chegou 2010 e a expectativa era de que Muricy Ramalho, enfim, montaria um time com a "sua cara". O Palmeiras e sua parceira, a Traffic, afirmaram via imprensa que montariam um "supertime" e que fariam contratações cirúrgicas para o elenco. Vágner Love foi escolhido pela torcida como culpado e, após ser agredido por alguns torcedores (?), acabou saindo do clube.
Muitos jogadores não tiveram seus contratos renovados e também deixaram o Palmeiras - a maioria deles não vai fazer falta, mas esperava-se uma reposição "cirúrgica". E a diretoria falhou feio. Contratou pouquíssimos jogadores (todos com características defensivas) e após ter perdido três atacantes, não trouxe nenhum. Isso mesmo: NENHUM!
Os palmeirenses viram Muriqui e Fernandinho, ambos da "parceira" Traffic, irem para Atlético-MG e São Paulo, respectivamente, e não "ganharam" nenhum reforço ofensivo. Não que estes citados atletas fossem resolver os problemas palmeirenses, mas de fato estavam cotados desde o ano passado para vestirem a camisa alviverde. E a torcida ficou "chupando o dedo" esperando por Kléber, Valdivia, Rafael Sobis, entre outros craques que Belluzzo nunca conseguiu tirar da sua cartola da ilusão.
Começou o Campeonato Paulista, Diego Souza conseguiu fazer alguns gols contra modestos times, mas o Palmeiras não engrenou na competição.
Se é verdade que os números não mentem, podemos dizer que o Palmeiras de Muricy não evoluiu do Campeonato Brasileiro para o Campeonato Paulista - a diferença de aproveitamento é de 0,92%. E se compararmos o nível de dificuldade dos torneios, podemos afirmar sem medo de errar que o Palmeiras (aquele mesmo, que decepcionou sua torcida no final da temporada) piorou do ano passado para cá. Mas o problema não está no treinador. Somente a diretoria não enxerga isso. E ainda temos de ouvir Cipullo, Belluzzo e Toninho Cecílio dizendo que "o time é bom, não precisa de muitos reforços". Precisa sim! Conforme eu falei no início do ano, para o TIME TITULAR do Palmeiras ser bom, são necessários um ótimo zagueiro e dois ótimos atacantes - jogadores que venham para jogar e não para "somar" . Se falarmos em termos de ELENCO, além das contratações já citadas, o Palmeiras precisa de pelo menos mais dois jogadores (um para fazer "sombra" ao acomodado Figueroa e outro zagueiro para compôr o elenco, considerando que Edinho é volante).
Apesar dos péssimos números e da falta de reforços, ainda havia a esperança de que Muricy algum dia teria a oportunidade de mostrar o seu verdadeiro trabalho, com um time digno das tradições da Sociedade Esportiva Palmeiras. Eis que, após uma derrota (na minha opinião, sem nenhuma surpresa) para o São Caetano, em meio às disputas de dois campeonatos (Paulistão e Copa do Brasil), a contraditória diretoria resolve demitir Muricy Ramalho.
E agora, Belluzzo? Cadê o planejamento? Cadê o "supertime"? Cadê as contratações "crúrgicas"? Cadê o camisa 9? Cadê o técnico?
Se o Palmeiras tinha problemas para contratar jogadores, acabou de criar mais um: Contratar um novo técnico. E do mesmo nível/melhor que Muricy Ramalho, acho que não há disponível no mercado.
Resumindo: A diretoria demitiu Luxemburgo na hora errada, contratou Muricy na hora errada, deixou o Jorginho ir embora para o Goiás, não trouxe jogadores na hora certa e, mais uma vez, mesmo após ter tido uma experiência anterior, demitiu um técnico novamente na hora errada.
Me desculpa, professor Belluzzo, eu sei que o que o senhor faz pelo Palmeiras é visando o bem do clube, mas agora não dá para segurar mais. Sua gestão no que diz respeito ao futebol é um fiasco. E do jeito que as coisas andam, talvez você consiga se igualar a Mustafá Contursi no quesito "vexame", conduzindo o time para a segunda divisão. Com estas declarações de que "o time é bom" aliadas à ineficiência para contratar bons jogadores, não vejo uma boa perspectiva para o futuro palmeirense.
E você, palmeirense, concorda comigo? O que está mais fácil: O Palmeiras, com este time atual, chegar entre os quatro primeiros do Brasileirão ou entre os quatro últimos?
Paulistão 2010: Santos segue na liderança Foto: Nelson Antoine / Agência Estado
Passadas 8 rodadas do Campeonato Paulista, podemos dizer que a maioria dos times ainda não engrenou na competição. O único que está convencendo sua torcida é o Santos Futebol Clube. Mesmo assim, a equipe da Vila Belmiro suou para vencer o modesto Rio Claro, ontem à tarde, no Pacaembu.
A equipe caipira saiu na frente no primeiro tempo e o Peixe só conseguiu a virada na segunda etapa, com gols de André e Giovanni. O resultado deixou o Santos isoladamente na liderança do torneio, com 19 pontos.
O Corinthians enfrentou a Portuguesa, no Canindé, e não conseguiu mais que um empate: 1 a 1, com fireito a um frangaço do goleiro Felipe. Mesmo assim, o Timão continua no G4, na quarta colocação, com 15 pontos. Logo atrás do Timão vem o São Paulo, que também suou a camisa para vencer o Ituano por 1 a 0 - com um gol de pênalti de Rogério Ceni.
Já o Palmeiras não passou de um empate em 1 a 1 com o Botafogo, em Ribeirão Preto. Com um ataque ineficiente - para não dizer inexistente -, o Palmeiras vai se distanciando do G4 e atualmente ocupa a sétima colocação, com 13 pontos. Não sei o motivo, mas esta edição do Paulistão não está tão empolgante quanto no ano passado. Com exceção do Santos, nenhum outro time consegue ao menos duas boas partidas consecutivas.
São Paulo e Corinthians ainda têm a "desculpa" de que estão se preparando para a Libertadores, mas o Palmeiras, que deu vexame no final do ano passado e que deveria vir com tudo - junto com o Santos - em busca do caneco, está um time previsível e sofrível de se assistir. É um time que pouco cria, que mesmo quando tem mais volume de jogo não leva perigo ao adversário, enfim, será que apenas a diretoria palmeirense não enxerga que com este time - sem atacantes - não vai chegar a lugar algum?
Libertadores e Copa do Brasil: O Tricolor venceu o Monterrey na estréia. Já o Cruzeiro perdeu para o Vélez, na Argentina. E pela Copa do Brasil, o Palmeiras venceu o Flamengo do Piauí por 1 a 0 e terá de encarar o jogo de volta, no Palestra Itália.
Um gol com a assinatura do craque Foto: Paulo Pinto / AE
São Paulo e Santos se enfrentaram na tarde deste domingo, na Arena Barueri, em jogo válido pela 7ª rodada do Campeonato Paulista. Além de todos os ingredientes que um clássico geralmente tem - pelo simples fato de confrontar dois dos maiores clubes do Brasil -, o de hoje tinha um algo a mais: Era a tarde de reestréia do atacante Robinho pelo Santos.
Apesar de toda a expectiva criada em torno do craque santista, Robinho iniciou o jogo sentado no banco de reservas - até mesmo pelo fato de ainda estar sem ritmo de jogo, entrosamento, etc.
Mesmo sem a presença de Robinho desde o início, o Santos se portou muito bem em campo e abriu o placar na primeira etapa com Neymar, em cobrança de pênalti. Abusado, o jovem santista deu a famosa "paradinha" e só rolou a bola para o fundo das redes - Rogério Ceni não contava com a traquinagem do garoto e acabou sem ter o que fazer no lance para evitar o gol do Peixe. Sinceramente, sou contra a tal "paradinha", mas se todos os batedores podem usufruir deste recurso no Brasil, não há o que reclamar.
Na volta do intervalo, Dorival Junior já dava indícios de que colocaria Robinho por volta dos 15 minutos - o craque acabou entrando aos 12, no lugar do jovem André. Pouco depois, foi a vez do São Paulo colocar o atacante Roger para roubar a cena. Em seu primeiro toque na bola, de cabeça, o são-paulino estufou as redes do goleiro Felipe, empatando o jogo: 1 a 1.
O jogo seguia aberto e interessante para ambas as equipes, enquanto Robinho tentava uma ou outra jogada de efeito, mas sem sucesso. O primeiro grande lance - objetivo - protagonizado pelo camisa 7 foi em tabela estilosa com Neymar. Na referida jogada, Robinho acabou ficando frente-a-frente com Rogério Ceni, tocou no cantinho, mas o goleiro conseguiu espalmar para escanteio. Linda jogada e que defesaça!
A partir daí, Robinho começou a se encontrar mais no jogo e, aos 40 minutos, após boa jogada de Wesley pela direita, Robinho aproveitou cruzamento e, de letra, mandou a bola para o fundo do gol de Rogério Ceni. Golaço, golaço, golaço de Robinho! Gol de letra: um gol com a assinatura do craque santista. E o Santos venceu o clássico por 2 a 1. Retorno triunfante de Robinho. É nítida a vontade que ele tem de brilhar novamente no futebol brasileiro.
Hoje comentei sobre o jogo de maneira geral mais para registrar a reestréia de Robinho ao Santos do que por qualquer outro motivo, mas vale destacar que o resultado coloca o Santos na liderança do torneio estadual. Confira os outros resultados e a classificação do Paulistão-2010 clicando aqui.
O craque Robinho se apresentou ao Santos na última segunda-feira. E foi recebido com muita festa na Vila Belmiro. Não é para menos. Apesar de ter saído pela porta dos fundos de seus antigos clubes - inclusive do próprio Santos, em 2005 -, trata-se de um dos melhores atacantes do mundo e que possui uma identificação muito forte com o clube que o revelou.
A vinda de Robinho para o Santos é boa não apenas para o alvinegro praiano, mas também para o futebol brasileiro. O "problema" é que o craque ficará apenas por seis meses no time da Vila Belmiro. Vontades de Robinho e do clube à parte, não acredito que o Santos consiga mantê-lo por muito mais tempo. Mas aposto que, enquanto o sonho santista durar, Robinho mostrará um futebol bonito e alegre pelos gramados do nosso país. Resta saber se isso, em pouco tempo, será o suficiente para o camisa 7 conquistar mais alguma taça pelo Peixe.
Não sou o "Macaco" Simão - Mas devido à falta de tempo para analisar e comentar minuciosamente sobre os clubes, resolvi dar meus pitacos de forma rápida e engraçada.
Timão quebra tabu - mesmo com um jogador a menos, o Corinthians venceu o clássico de domingo, diante do Palmeiras, por 1 a 0. Tal feito não acontecia desde 2006. Jorge Henrique, Danilo e Felipe foram os nomes do jogo.
Por falar em Palmeiras... - A diretoria, que promete desde o ano passado um "supertime", parece ter guardado os nomes dos reforços a sete chaves. Podemos dizer que eles foram tão bem guardados, que agora a diretoria não os encontra mais.
A pergunta que não quer calar - O que vai acontecer primeiro? O Palmeiras vai apresentar bons reforços ou a chuva dará uma trégua à cidade de São Paulo?
Rótulo equivocado - Belluzzo e até mesmo Deyvid Saconni contrariam a imprensa e dizem que o Palmeiras não é a "quarta força" de São Paulo. E não é mesmo. O esboço de time de futebol ocupa, neste momento, a sétima colocação do futebol paulista.
Contratações cirúrgicas de verdade - Enquanto os palmeirenses falam, sonham e tentam, os são-paulinos vão reforçando seu elenco. Após acertar com o zagueiro Alex Silva, o clube do Morumbi oficializou a contratação do volante Cléber Santana. André Dias foi negociado com a Lazio e até podemos dizer que é uma perda importante. Mas Miranda ficou e o "Pirulito" Alex Silva cresce na hora certa.
Garotada tricolor fatura a "Copinha" Foto: Bruno Miani / VIPCOMM
No dia do 456º aniversário da cidade de São Paulo, o São Paulo Futebol Clube conquistou, pela terceira vez, a Copa São Paulo de Futebol Júnior, ao vencer o Santos Futebol Clube nos pênaltis - o jogo terminou empatado em 1 a 1 no tempo normal.
Independentemente de arbitragem - houve polêmica e confusão por conta disso -, de quem conquistou a taça, o mais importante neste torneio é o surgimento de bons jogadores para as equipes profissionais dos clubes brasileiros. Parabéns ao Tricolor por mais este título de sua categoria de base e parabéns à cidade de São Paulo pelo aniversário.
Por falar no Tricolor do Morumbi, o domingo não foi de festa apenas pela comemoração do título conquistado pela garotada. A diretoria do clube confirmou as contratações do zagueiro Alex Silva, que já teve uma vitoriosa passagem entre 2006 e 2008, e do meio-campista Cléber Santana, que se destacou enquanto jogava no Santos e que estava no Atlético de Madrid há algumas temporadas. O zagueiro chega por empréstimo de um ano e meio, enquanto o volante assina por três temporadas, já que o São Paulo comprou metade de seus direitos federativos.
Excelentes contratações para o São Paulo, mas vale ressaltar a impressionante competência da diretoria nas negociações. Após vender o Alex Silva por milhões e milhões de dólares há pouco mais de um ano, já repatriou o atleta sem desembolsar um centavo e podemos dizer que por um período longo (um ano e meio pode significar a disputa de duas Taças Libertadores da América). Sensacional! Além disso, pela terceira rodada do Paulistão, o São Paulo desencantou e venceu o Rio Claro por 3 a 0.
O Santos foi derrotado por 2 a 1 pelo fraco Mogi-Mirim. Mas a notícia "bombástica" que surgiu ontem, através da Rádio Bandeirantes, foi a possível contratação de Robinho pelo Peixe. Em entrevista ao renomado jornalista Milton Neves, Robinho demonstrou interesse em voltar ao clube da Vila Belmiro e a diretoria santista confirmou que terá uma reunião com o Manchester City nas próximas horas para negociar o retorno do craque. Vamos aguardar.
No Palmeiras, não há novidades sobre reforços... Nem sobre tropeços, já que é uma constante a equipe decepcionar sua torcida. Desta vez, o time de Muricy vencia o Ituano por 3 a 1, em pleno Palestra Itália, e cedeu o empate nos minutos finais. Nesta partida, o Verdão jogou com apenas um zagueiro de ofício (Danilo) e o que foi improvisado como titular (Gualberto) acabou sendo expulso.
Falar que o Palmeiras precisa de reforços é "chover no molhado". Faltam pelo menos três grandes jogadores para o time titular deixar de decepcionar a torcida e, se falarmos de elenco, o Verdão precisa de pelo menos mais outros três jogadores, além de "subir" mais uns três jogadores da base, dentre eles o lateral-esquerdo Gabriel Silva, destaque do time na última Copa SP de juniores.
Apesar de todo o descontentamento da grande maioria dos palmeirenses, a diretoria afirma que está trabalhando para trazer reforços de alto nível para a equipe.
O Corinthians venceu ontem o Oeste por 2 a 1, em Araraquara. Mano Menezes ainda não conseguiu escalar o time ideal do Timão, que por enquanto não vem jogando para arrancar aplausos das arquibancadas, mas vem somando pontos importantes.
Não há muito mais coisas importantes a se destacar sobre o Timão nestes últimos dias. A luz foi restabelecida, o anúncio oficial dos novos patrocinadores ainda não aconteceu, mas também não podemos deixar de registrar o fiasco que foi a "homenagem" da diretoria corintiana aos campeões "daquele mundial da Fifa de 2000".
Apenas dois jogadores que participaram da conquista estiveram presentes para receber tal agrado: Edu, que atualmente joga pelo Timão, e Luizão, atualmente sem clube. Nem Marcelinho Carioca, o "Senhor Centenário" participou. E ele estava no Pacaembu. Será que decidiu não participar porque sabe que não foi campeão do mundo - embora muita gente equivocadamente insiste em dizer que foi?
Por falar nisso, em breve eu publicarei uma reportagem especial sobre esta competição, que gera polêmicas e controvérsias há mais de 10 anos. Aguarde!
Olá, amigo futebolista. A bola já está rolando pelos campeonatos estaduais do nosso país - no Paulistão, por exemplo, já tivemos duas rodadas disputadas. Embora muitos jogadores estejam com "fome de bola" neste início de temporada - ano de Copa do Mundo -, a maioria dos treinadores está "quebrando a cabeça" para montar o time ideal, enquanto os cartolas buscam os últimos reforços para o primeiro semestre. Diante de todo este cenário, vou aproveitar para destacar e comentar os principais acontecimentos futebolísticos destes últimos dias, com destaque para a contratação de Vágner Love pelo Flamengo.
Foto: Alexandre Cassiano / O Globo
Vágner Love, enfim, foi confirmado como jogador do Flamengo. O atleta, cujos direitos federativos pertencem ao CSKA, da Rússia, estava emprestado ao Palmeiras, mas devido ao seu rendimento abaixo do esperado no Brasileirão do ano passado, aliado ao ato criminoso cometido por três "torcedores" do Palmeiras, acabou liberado pela diretoria alviverde para seguir seu rumo em outro clube. O CSKA concordou em emprestar o jogador para outro clube brasileiro e para a alegria da massa rubro-negra e, principalmente do flamenguista Vágner Love, a novela que durou mais de 20 dias teve um final feliz.
Este "final feliz" eu posso colocar entre aspas mesmo. Sem dúvida alguma, Love formará uma poderosa dupla de ataque com Adriano. Mas o problema é: Até quando? Segundo as informações repassadas à imprensa, Vágner Love fica no Flamengo até 31 de julho. Caso ele esteja brilhando com o rubro-negro carioca na Taça Libertadores, ficará de fora das finais, que acontecerão no mês seguinte. Adriano também terá seu contrato encerrado antes da decisão da competição continental, mas por ser dono de seu próprio passe, será uma negociação mais fácil para o Flamengo do que com relação a Love, que pertence ao clube russo.
E aí, torcedor flamenguista? Até que ponto foi boa esta contratação do Vágner Love para o Flamengo? Para Love sim, foi um bom negócio, afinal, ele estará jogando no time de maior apelo popular do Brasil, participará da Taça Libertadores e, sendo assim, ainda pode sonhar com a convocação para a Copa do Mundo, embora esta seja muito pouco provável, para não dizer que é algo impossível. Mesmo que não consiga participar da Copa do Mundo, tampouco da eventual final da Libertadores, o "artilheiro do amor" no mínimoconseguiu realizar um sonho: Jogar pelo seu clube de coração. Mas não podemos nos esquecer: Este sonho tem data para terminar, e Vágner Love corre o risco de voltar a congelar na Rússia. Vamos aguardar as cenas dos próximos capítulos desta novela.
O Verdão iniciou o Paulistão na liderança, ao golear por 5 a 1 o fraco - e candidato ao rebaixamento - Mogi-Mirim. Na segunda rodada, arrancou um empate diante do Barueri (ou Prudentino?) e da péssima arbitragem: 2 a 2, resultado que lhe custou a perda da liderança do torneio estadual.
Na minha opinião, o Palmeiras larga ligeiramente na frente dos grandes adversários por manter a boa base do ano passado e ter poucas mudanças em termos de time titular. Mas assim como naquele "terrível 2009 para os palmeirenses", está faltando elenco – aliás, no momento, está faltando até atacante para o time titular. Muricy perdeu três atacantes e não ganhou nenhum.
O volante Edmílson também foi embora, enquanto Edinho foi confirmado como reforço. É bom a diretoria correr para reforçar o ataque, para não correr o risco de jogar no lixo as possibilidades de conquistar títulos - novamente - por não ter um elenco qualificado.
O Santos foi outro time que estreou muito bem: 4 a 0 pra cima do Rio Branco. Porém, na segunda rodada, tropeçou diante da Ponte Preta: 1 a 1, em plena Vila Belmiro. Nesta semana, a diretoria do alvinegro praiano acertou um "troca-troca" com a diretoria do Tricolor do Morumbi.
Rodrigo Souto foi para a capital, enquanto que Arouca foi para o litoral. Assim como acontece com o Palmeiras, entendo que ainda faltam jogadores para considerar o elenco santista competitivo.
O Timão estreou contra o debutante Monte Azul e não passou de um magro empate: 1 a 1, com gol do estreante Iarley. Na segunda rodada, foi a vez da estréia de Roberto Carlos, contra o Bragantino. E a equipe do interior quase estragou a festa, mas o Timão venceu no sufoco: 2 a 1.
Mas uma outra festa, programada para acontecer nesta quinta-feira, foi estragada. Na data em que o Corinthians anunciaria o maior patrocínio do Brasil e o terceiro maior do Mundo (com base nas informações divulgadas pela imprensa), a energia das dependências do clube foi “cortada” pela Eletropaulo, pasme, por falta de pagamento. É brincadeira? O clube vai anunciar o maior valor arrecadado com patrocínios e na data do evento oficial tem a energia de suas dependências cortada por falta de pagamento? Parece uma ironia, mas é a realidade...
O São Paulo iniciou a temporada sendo derrotado pela Portuguesa, em pleno Morumbi: 3 a 1, com Rogério Ceni desperdiçando pênalti. Na segunda rodada, com um time recheado de reservas, empatou no sufoco com o Mirassol: 1 a 1.
É evidente que, mais uma vez, o São Paulo vai priorizar sua preparação para a Taça Libertadores da América, mas é bom Ricardo Gomes começar a fazer o time jogar bem, porque se os resultados continuarem ruins, a pressão será grande. Em termos de elenco, RG não tem do que reclamar. Resta “quebrar a cabeça” para colocar em campo o time ideal e começar a vencer os jogos.
E quem é líder do Paulistão? - A nossa tradicionalíssima Portuguesa de Desportos, que venceu o Sertãozinho ontem por 2 a 0 e possui 100% de aproveitamento – aliás, é a única equipe com tal índice.No ano passado, a Lusa ficou na 5ª colocação, perdendo a vaga para as semi-finais na última rodada da primeira fase. Ao que tudo indica, novamente a Portuguesa vem com uma equipe forte para brigar pela classificação às fases finais e até mesmo pelo título.
Atualizações do blog - Ainda não está definida a programação do blog para 2010. Por enquanto, estou escrevendo semanalmente, mas em breve teremos novidades.
O início do Campeonato Paulista se aproxima - faltam apenas três dias para a bola começar a rolar para valer. Enquanto isso, todos os times estão fazendo os "ajustes finais" para fazerem uma boa estréia e, consequentemente, uma boa campanha no torneio estadual.
Como não poderia deixar de ser, os favoritos ao tradicional título são os quatro grandes clubes do Estado: O atual campeão (invicto) Corinthians, o Palmeiras, o Santos e o São Paulo, não necessariamente nesta ordem. Por falar neles, vamos ver como cada um se reforçou para a temporada 2010:
Foto: GloboEsporte.com O experiente lateral-esquerdo Roberto Carlos é a nova atração do futebol paulista para a temporada 2010
Conforme conferimos na "Retrospectiva 2009", o Corinthians foi o melhor clube paulista do ano passado. Apesar disso, perdeu algumas peças-chave do elenco que faturou o Paulistão e a Copa do Brasil daquele ano. Em 2010, "o time do povo" completa 100 anos de existência.
Diretoria, departamento de marketing e torcida planejam muita festa para comemorarem o centenário do Timão. E, é claro, sabem da necessidade de mais investimentos na equipe, que mais uma vez disputará a Taça Libertadores da América, o grande sonho dos alvinegros. Pois bem, o Corinthians se mostrou ágil nas negociações e montou um respeitável e experiente elenco - pelo menos no papel, Mano Menezes não tem o que reclamar.
Chegaram os "famosos trintões" Danilo, Roberto Carlos, Tcheco e Iarley, além dos desconhecidos - ou menos badalados - Ralf, Leandro Castan e Moacir. A chegada de Roberto Carlos foi a de "maior impacto", já que se trata de um jogador do naipe de Ronaldo - ídolo de muita gente pelo mundo e eterno craque da seleção.
Ainda é cedo para afirmar como será - ou como é - o time ideal do técnico Mano Menezes em campo. Se ele vai escalar um time mesclado entre jovens e veteranos ou apenas de veteranos, não sabemos. Aliás, é difícil saber se todos estes reforços terão oportunidades na equipe titular, mas sem dúvidas, o Corinthians está com um ótimo elenco para fazer campanhas de destaque em todas as competições que participar.
O Palmeiras ainda tenta cicatrizar as feridas abertas pela perda do título brasileiro no ano passado e também por ficar de fora da Taça Libertadores deste ano. O começo de 2010 não está sendo fácil para os palmeirenses, que sabem da necessidade de reforços para a temporada - e estes reforços estão demorando a chegar. Não estou dizendo aqui que o time é ruim e que a diretoria precisa contratar 20 novos jogadores. Muito pelo contrário. Apesar da decepção no final do ano passado, o time do Palmeiras - com estes mesmos jogadores - ficou na liderança do Brasileirão por 19 rodadas e não foi campeão por diversos fatores, dentre eles a falta de qualificação de seu elenco. Quando o Verdão perdeu Pierre, Maurício Ramos e Cleiton Xavier por motivos de lesão, a "maionese desandou" - os jogadores que entraram não conseguiram dar conta do recado.
Até o momento, nenhum jogador "importante" deixou o clube, embora o atacante Vágner Love queira sair. No quesito contratações, apenas o zagueiro Léo, o lateral Eduardo e o volante Marcio Araujo foram confirmados - o jovem zagueiro, de apenas 21 anos, é o mais "famoso" deles, enquanto o lateral é totalmente desconhecido. Outro volante, Edinho, está muito próximo de ser oficializado. Quanto a especulações, existem das mais diversas. Os famosos nomes de Valdivia, Kléber, Macnelly Torres, Marcelo Moreno e Douglas são constantes na lista (da imprensa) de possíveis reforços para o Verdão. Enquanto isso, o torcedor palmeirense espera, espera e espera...
Até o dia 31 de janeiro, haverá a expectativa da resolução do "caso Vágner Love" e da contratação de bons jogadores - como vimos, até o momento, nenhum dos reforços chega para ser titular absoluto. Depois disso, mesmo que os reforços "de evrdade" não cheguem, a equipe estará jogando o Paulistão e a Copa do Brasil contra fracos adversários, goleando alguns deles, e a torcida esquecerá dos nomes dos possíveis reforços, acreditando que o time já estava pronto desde... o ano passado (!?). Será que esta é a aposta da diretoria - o time está pronto e o elenco, recebendo alguns jogadores da base, fechado? Vamos aguardar, porque no momento, não há muito o que falar de diferente do ano passado sobre o Palmeiras de 2010.
Apesar dos resultados ruins obtidos dentro de campo no ano passado, a esperança do torcedor santista foi renovada em dezembro, com a eleição de Luís Álvaro para presidente do clube - o novo mandatário bateu o "imbatível" Marcelo Teixeira nas urnas e praticamente de imediato anunciou Dorival Junior como treinador.
O trabalho da nova diretoria está apenas começando, mas a situação financeira do clube - assim como a da maioria dos grandes clubes brasileiros - não está boa o suficiente para o novo mandatário fazer grandes investimentos em sua primeira temporada de gestão.
Por este motivo, o Santos não anunciou nenhuma contratação bombástica. Mesmo assim, trouxe alguns bons jogadores, como os zagueiros Durval (do Sport) e Bruno Rodrigo (da Portuguesa), além dos meias Marquinhos (do Avaí) e Giovanni, ídolo da torcida alvinegra (que poderá atuar como centroavante). Completam a lista de reforços os desconhecidos Bruno Aguiar, Zé Eduardo e Luciano Castan.
Ainda restam algumas pendências para o Peixe fechar o elenco para a disputa do paulistão e da Copa do Brasil no primeiro semestre. Kléber Pereira, Fabão e até mesmo Fábio Costa devem deixar o clube, que ainda tentará buscar mais reforços até o próximo dia 31. Com relação à expectativa para o Santos em 2010, apesar das boas idéias da diretoria, ainda considero o time como incógnita.
O São Paulo, mais uma vez, fez contratações cirúrgicas para qualificar ainda mais o seu ótimo elenco. Apesar de perder Borges, Hugo e Rodrigo, o Tricolor do Morumbi trouxe sete reforços: Os zagueiros André Luis e Xandão (ambos do Barueri) e os meias Marcelinho Paraíba, Carlinhos Paraíba (ambos do Coritiba), Fernandinho (do Barueri) e Léo Lima (do Goiás).
A diretoria ainda trabalha para viabilizar a contratação de um atacante e do lateral-direito Cicinho, campeão mundial pelo próprio São Paulo em 2005. Além disso, a equipe jurídica do Tricolor está tendo muito trabalho para manter os garotos da base são-paulina - o meia Oscar e o lateral Diogo tentam se desligar do clube judicialmente. Com ou sem estes garotos, o São Paulo mantém a força de seu elenco e ainda o qualifica com peças importantes, com destaque para a contratação de Marcelinho Paraíba.
O que esperar do São Paulo para 2010? Seria imprudente de minha parte, como jornalista, garantir que o Tricolor ganhará títulos neste ano. Mas time e elenco para brigar por isso ele tem. Vamos aguardar para ver se estes novos reforços se encaixam no time de Ricardo Gomes, ao ponto de trazerem mais títulos para o clube.
Futebolismo News - Trazendo as notícias do seu time. E dos adversários também.
Olá, futebolista. Ontem você conferiu a primeira parte da "Retrospectiva 2009" palmeirense. Hoje abordaremos a segunda parte e encerraremos nossa série especial sobre a temporada passada dos quatro grandes clubes de São Paulo. A partir da semana que vem, começaremos a falar sobre a temporada que se inicia.
Eliminação inesperada e inusitada
O Palmeiras era favorito para chegar às semi-finais da Taça Libertadores. Mas antes disso tinha de enfrentar o Nacional, do Uruguai – foi nesta época que Obina trocou a Gávea pelo Palestra. Na primeira partida entre as duas equipes, o Palmeiras vencia o jogo por 1 a 0, mas tomou um gol nos minutos finais e complicou novamente sua situação no torneio, já que gol marcado fora de casa tem um peso maior.
E foi exatamente este gol marcado pelo Nacional que resultou na eliminação palmeirense. No jogo no Uruguai, o Palmeiras pressionou, tentou de todas as formas, mas a bola não entrou. E Cleiton Xavier bem que tentou, mas não conseguiu novamente fazer um golaço heróico. E o Palmeiras, após tantas histórias nesta Libertadores, acabou eliminado por ter empatado duas vezes com o seu adversário. Era o fim de uma emocionante trajetória.
Foto: Andres Stapff / Reuters
Pior que isso: Horas depois, o Corinthians venceria o Internacional pelo primeiro jogo da final da Copa do Brasil e praticamente garantiria mais um título (já havia faturado o Paulistão), que foi confirmado dias depois.
Troca de comando no Verdão
Apesar do insucesso na Taça Libertadores, o Palmeiras fazia uma boa temporada e estava razoavelmente bem no Campeonato Brasileiro. Mesmo assim, após empatar com o Atlético Paranaense fora de casa e marcar um dos gols, Keirrison decidiu não aparecer mais no Palestra Itália. Recebeu uma oferta do Barcelona e sequer se despediu dos companheiros de Palmeiras. O fato irritou o técnico Vanderlei Luxemburgo, que declarou publicamente que, caso a negociação não se concretizasse, com ele no comando, Keirrison nunca mais jogaria pelo Palmeiras. Neste meio-tempo, Muricy Ramalho foi demitido do São Paulo. E as declarações de Luxemburgo serviram para que a diretoria palmeirense tivesse motivos para justificar a demissão do treinador para, enfim, tentar contratar o agora ex-técnico são-paulino.
Belluzzo e a cúpula do Palmeiras entenderam que Luxemburgo quebrou a hierarquia do clube. Na minha opinião, foi uma surpresa esta demissão de Luxemburgo. Ainda mais da forma que foi, em plena madrugada de sábado - véspera de um clássico contra o Santos.
O interino Jorginho assumiu o comando da equipe e fez sucesso. Até a oficialização do acerto com Muricy – que foi protagonista de uma longa uma “novela” -, Jorginho só perdeu um jogo, contra o Goiás – e por conta de uma péssima arbitragem de Evandro Roman. Antes de entregar o time na vice-liderança para Muricy, Jorginho comandou o Verdão na vitória diante do Corinthians, por 3 a 0 – três gols de Obina.
Foto: Agência Estado
Liderança por 19 rodadas e decepção no final
O Palmeiras estava de bem com a torcida. Na estréia de Muricy, vitória “apertada” diante do Fluminense, e que rendeu ao Verdão a liderança da competição nacional. E o Palmeiras começou a mostrar “cara de campeão”. Diferentemente do Paulistão, que teve “mata-mata”, nos pontos corridos do Brasileirão parecia que o Palmeiras novamente terminaria na frente, e desta vez como campeão. Para dar ainda mais poder à equipe, que não perdeu nenhum jogador para clubes do exterior na janela de transferências, a diretoria acertou a contratação do goleador Vagner Love, que estava no CSKA, da Rússia.
O “artilheiro do amor” fez gol de pênalti na reestréia, foi decisivo em alguns jogos, principalmente contra o Cruzeiro, no Mineirão, onde marcou um golaço, mas viu a equipe perder peças importantes devido à contusão. Nada mais, nada menos que Pierre, Maurício Ramos e Cleiton Xavier ficaram por um longo período sob os cuidados do departamento médico do clube. Sem contar outros jogadores que tiveram lesões menos graves, mas que desmontaram ainda mais o time, e as convocações de Armero e Diego Souza.
Aos “trancos e barrancos”, o Palmeiras conseguia continuar na liderança – e com boa vantagem, já que chegou a ter cinco pontos a mais que o segundo colocado e com um jogo a menos. Mas de uma hora para outra, o Verdão começou a tropeçar contra adversários fracos, candidatos ao rebaixamento. Enquanto isso, seus concorrentes também tropeçavam, mas bem menos que o líder e em jogos mais difíceis. Vagner Love, assim como os outros titulares, caíram de produção e não conseguiram “segurar a barra”. No jogo contra o Grêmio, no Olímpico, Maurício e Obina, desesperados com a derrota parcial (1 a 0) da equipe, saíram para o intervalo trocando agressões e acabaram expulsos, prejudicando ainda mais o Palmeiras, que acabou perdendo o jogo por 2 a 0. Ainda em Porto Alegre, a direção alviverde comunicou o desligamento dos dois atletas.
Outros times, que já até tinham desistido de brigar pelo título começaram a vislumbrar novamente tal possibilidade, como aconteceu com o Flamengo. O Cruzeiro foi outro que estava bem atrás e conseguiu terminar entre os quatro melhores.
Torcida joga contra e time sai derrotado
A torcida alviverde – na verdade, uma minúscula e desprezível parte dela – chegou a agredir o “atacante do amor”. Assim como no ano anterior tinham feito com o técnico Vanderlei Luxemburgo. Mais uma vez, conseguiram pressionar ainda mais o time num momento decisivo. É lamentável ver que existem torcedores que jogam contra o próprio time. Se é que podemos chamar estes marginais de torcedores.
E, dentro de campo, parecia “fim de feira” mesmo. O Palmeiras fraquejou no momento decisivo. Não teve elenco suficiente para manter o time titular qualificado, quando algumas peças importantes não estavam à disposição. E foi assim, de maneira melancólica que o Palmeiras viu seus adversários o ultrapassarem. Na última rodada, logo após o ocorrido com Vagner Love, o Palmeiras foi derrotado pelo Botafogo, que se livrava do rebaixamento. E da iminente possibilidade de conquistar o título, o Verdão acabou ficando fora até mesmo da Libertadores – perdeu a vaga na última rodada para o Cruzeiro. Foi um triste fim de temporada para um clube que se planejou para ser campeão.
Além do mais, na última – e decisiva - rodada -, na qual o Flamengo conquistou seu pentacampeonato, o zagueiro David (lembra dele, que fugiu do Palmeiras?) fez um dos gols da vitória que garantiu a conquista rubro-negra. E o atacante Kleber, adorado pelos palmeirenses? Foi dele o gol do Cruzeiro contra o Santos, que levou a equipe mineira à quarta colocação do Campeonato Brasileiro e que, aliado à derrota palmeirense contra o Botafogo, acabou “eliminando” o Palmeiras da Libertadores de 2010. O fim de ano palmeirense realmente não foi nada agradável.
Olá, futebolista. Hoje começaremos a abordar a temporada frustrante do Palmeiras e amanhã, com a publicação da segunda parte deste post, encerraremos a nossa "Retrospectiva 2009". Na próxima semana, começaremos a falar das contratações e dos preparativos dos quatro grandes clubes paulistas para 2010.
Ainda no ano passado, a Traffic, parceira do Palmeiras, tinha acertado as contratações de Marquinhos e Cleiton Xavier para o Verdão. Keirrison também pertencia à empresa, mas não sabia se jogaria pelo alviverde ou seria negociado diretamente com algum clube europeu - no início do ano seguinte, acabou mesmo desembarcando no Palestra Itália.
Devido à queda de rendimento da equipe na reta final do Campeonato Brasileiro, uma nova reformulação foi feita pela diretoria, com o aval de Vanderlei Luxemburgo. Com isso, Martinez, Denílson, Élder Granja, Leandro, Gustavo, Roque Junior, Léo Lima, Alex Mineiro, Kléber, entre outros deixaram o Palestra Itália. O atleta que mais deixou saudades foi o atacante Kléber, que só não ficou no clube porque o Dínamo de Kiev, dono de seus direitos federativos na época, exigia U$$ 8 milhões pela compra definitiva do jogador - o Palmeiras não tinha todo este dinheiro e a Traffic não quis investir num atleta de 25 anos.
Se Kléber saiu, mas deixou saudades, o mesmo não se pode dizer do zagueiro David. O jovem atleta, que tinha passado a maior parte da temporada 2008 machucado e recebendo salários, não apareceu na reapresentação do elenco alviverde, em janeiro de 2009. O jogador tinha um contrato com o verdão até 31/12/08, mas já havia negociado e assinado a renovação de um novo vínculo. A cúpula aviverde e o próprio empresário do atleta, Marcelo Ortiz, repudiaram a atitude do zagueiro, já tinha tudo acertado "pelas costas" com o Panathinaikos, da Grécia.
O Palmeiras acionou os órgãos competentes para buscar seus direitos, mas ainda não há uma definição para o caso. E no final das contas, o zagueiro acabou emprestado para disputar o Brasileirão pelo Flamengo. Após o "desmanche", foram contratados os zagueiros Danilo e Mauricio Ramos, o lateral colombiano Pablo Armero, o volante Edmílson e o meia Williams. Mas a boa notícia do início de ano palmeirense foi a eleição do renomado economista Luiz Gonzaga Belluzzo para presidente do clube. Logo em seu primeiro mês de gestão, acertou um novo contrato de patrocínio com a Samsung, que ofereceu mais dinheiro para desbancar a Fiat, antiga patrocinadora.
Dentro de campo, o Palmeiras começou a dar sustos na torcida ao perder todos os jogos-treino que disputou - foram três, no total, contra times de pouquíssima expressão. Mas a diretoria garantia que o time seria mais forte que no ano anterior.
Início sensacional
Foto: Agência / Estado
Quando o jogo era treino a equipe de Luxemburgo perdia, mas quando começou a valer a equipe engrenou. A estréia oficial aconteceu pelo Paulistão, contra o Santo André. O estreante Cleiton Xavier marcou o único gol do jogo. Na rodada seguinte aconteceu a estréia do balado jovem Keirrison. E ele também iniciou sua trajetória no Verdão com tudo: Dois gols diante do Mogi-Mirim na vitória por 3 a 0, que colocou o Palmeiras na liderança da competição estadual - liderança esta que foi mantida até o final da primeira fase.
O Palmeiras caminhava tranquilamente no Paulistão e Keirrison não se cansava de estufar as redes adversárias. Mesmo quando jogava com os reservas, o Verdão vencia. Lenny, que não tinha marcado nenhum gol durante toda a temporada passada, também passou a viver uma fase de artilheiro. Tudo estava dando certo para o Palmeiras, que passou para a fase de grupos da Taça Libertadores atropelando o boliviano Real Potosí com show do K9.
Libertadores complica o semestre
Líder com muitos pontos de vantagem sobre os adversários no Paulistão, o Palmeiras iniciou a fase de grupos da Taça Libertadores com derrota diante da LDU, na altitude de Quito, no Equador: 3 a 2. Para piorar a situação palmeirense na competição mais importante do semestre, a equipe foi derrotada pelo chileno Colo-Colo em pleno Palestra Itália - este jogo começou a marcar a brusca queda de rendimento do atacante Keirrison.
Foto: Tiago Queiroz / Agência Estado
A situação ficou extremamente complicada para o Verdão, que encararia o algoz Sport no Recife, no próximo jogo - uma derrota decretaria a eliminação precoce do alviverde. Mas a equipe de Luxemburgo, comandada por Diego Souza, foi valente e calou a Ilha do Retiro com uma bela vitória por 2 a 0.
No returno, a torcida alviverde sonhava com outra vitória sobre os pernambucanos, mas, mais uma vez a equipe falhou e só conseguiu um empate por 1 a 1 no Palestra Itália, mantendo o Verdão longe da classificação – a partir daí, o Palmeiras precisava de duas vitórias nos jogos restantes para se classificar.
Em meio a toda esta situação, ocorreram as semi-finais do Campeonato Paulista. O adversário do Verdão foi o "embalado" Santos, que se classificou heroicamente na última rodada do torneio estadual. Visando sua sobrevivência na competição continental, o Palmeiras não foi páreo para o Santos de Mádson, Neymar e Kleber Pereira – o Verdão foi derrotado nos dois jogos por 2 a 1. No último confronto, no Palestra Itália, Diego Souza e Domingos protagonizaram enorme confusão, já comentada no post sobre a retrospectiva santista.
Eliminado do Paulistão, o Palmeiras conseguiu reunir forças para se superar na Taça Libertadores. Diante de sua torcida, venceu e eliminou a LDU – Diego Souza, mais uma vez, foi o nome do jogo. O próximo jogo foi contra o Colo-Colo, no Chile. Só a vitória interessava ao Palmeiras, enquanto o empate bastava para a equipe chilena.
O Palmeiras fez uma excelente partida, mas não conseguia fazer seu gol. O jogo caminhava para o final quando Cleiton Xavier arriscou um chute de fora da área, aos 42 minutos do segundo tempo, e acertou a bola no ângulo, em lance de raríssima felicidade. Era o gol da heróica classificação do Palmeiras, um dos momentos mais emocionantes do ano para a torcida alviverde.
Foto: Reuters
São Marcos brilha novamente na Libertadores
O Palmeiras conseguiu sair vitorioso no que chamei à época de "missão quase impossível". Se classificou para as oitavas-de-final da Libertadores para enfrentar justamente – e novamente - o Sport Recife. Apoiado pela torcida que lotou o Palestra Itália, o Palmeiras conseguiu uma suada vitória por 1 a 0, gol de cabelo de Ortigoza.
No segundo e decisivo confronto foi a vez da torcida pernambucana dar show nas arquibancadas da Ilha do Retiro. E Marcos deu show defendendo a meta palmeirense. Desde o início do jogo, o Sport "bombardeou" o Palmeiras de tudo quanto era jeito, mas a bola não entrava – quero dizer, não entrava porque Marcos não deixava passar nada.
O Sport foi para o tudo ou nada na segunda etapa e finalmente conseguiu um gol aos 36 minutos, com Wilson, que aproveitou bela jogada de Luciano Henrique. Nos minutos finais, mais pressão pernambucana, mas Marcos e a trave garantiram a decisão por pênaltis.
O Palmeiras começou desperdiçando sua primeira cobrança, com Mozart. Mas o Verdão tinha São Marcos no gol. O arqueiro palmeirense defendeu as cobranças de Luciano Henrique, Fumagalli e Dutra e classificou o Palmeiras para as quartas-de-final da Taça Libertadores. Incrível.
Foto: AFP
Mas este foi o último ato de brilhantismo do Palmeiras na edição 2009 do torneio continental. Amanhã você confere a segunda parte da retrospectiva 2009 do decepcionante Palmeiras. Não perca!
Olá, leitor futebolista. Hoje é a vez de analisarmos a temporada 2009 do Santos Futebol Clube, que esboçou montar um bom elenco, mas que no final das contas não rendeu o esperado.
Reforços e esperança de títulos
Logo após terminar o Campeonato Brasileiro de 2008 numa vexatória 15ª colocação - com apenas um ponto a mais que o rebaixado Figueirense -, o Santos tratou de se reforçar para 2009 e, antes mesmo da virada do ano acertou a contratação do meia Mádson, destaque do Vasco da Gama.
Além disso, manteve o técnico Márcio Fernandes e o goleador Kléber Pereira e trouxe mais dois bons jogadores do Rio de Janeiro: O meia Lúcio Flávio e o lateral-esquerdo Triguinho, ambos do Botafogo. Vale ressaltar que o meia chegou à Vila com fama e salário de "estrela" e a expectativa era de uma equipe forte em 2009.
Depois, o Peixe anunciou as contratações dos desconhecidos Germano, Luizinho, Paulo Henrique (zagueiro) e André Astorga, repatriou o lateral-esquerdo Léo - em contrapartida, acabou negociano Kléber com o Internacional - e reforçou o meio-campo e ataque com Bolaños e Roni, respectivamente. Analisando no papel, o time do Santos estava muito bom.
E foi o grande clube que melhor estreou no Campeonato Paulista. Venceu o Guaratinguetá por 2 a 0 (gols de Kléber Pereira) apresentando um ótimo futebol. A segunda partida também foi vitoriosa, e com gol decisivo de Kléber Pereira, que depois solicitou publicamente um (indevido, na minha opinião) aumento salarial. A diretoria conseguiu contornar a situação e o atacante continuou atuando normalmente.
Maus resultados decretam demissão do técnico
Na terceira rodada, a primeira decepção: Empate com o Mirassol em plena Vila Belmiro. Depois, veio a primeira derrota, contra o Ituano. Mas este jogo merece um destaque especial. O Peixe massacrou o Ituano, mas a bola teimou em não entrar. Foram seis bolas na trave da equipe caipira, que também acertou uma na trave de Fábio Costa, que em péssima fase "engoliu um frango" durante a partida e decretou a derrota do Peixe.
A recuperação veio diante do São Caetano, mas na rodada seguinte, o Santos foi goleado pelo Palmeiras, no Palestra Itália: 4 a 1 fora o baile. Depois, novamente fora de casa, o Peixe tropeçou denovo, foi derrotado pelo Marília e o técnico Márcio Fernandes acabou demitido precocemente, em decorrência destes maus resultados. Eu não concordei com esta decisão da diretoria, pois o trabalho de Márcio Fernandes estava apenas começando e os resultados negativos não condiziam com as atuações da equipe, que mostrava um bom futebol, mas a bola simplesmente não entrava no gol adversário, enquanto o experiente Fábio Costa falhava em diversos gols dos adversários - inclusive, nos vestiários deste jogo contra o Marília, o goleiro e o zagueiro Fabiano Eller trocaram agressões.
Altos e baixos, mas classificação heróica
Na rodada seguinte, o Peixe reencontrou a vitória diante do Guarani, e Vágner Mancini foi anunciado como o novo técnico. A estréia do novo comandante foi com uma magra vitória diante do Botafogo-SP por 1 a 0 - gol de Fabão. Depois disso, a campanha foi marcada por altos e baixos - e entradas e saídas do G4. Pela Copa do Brasil, o Santos estreou diante do Rio Branco-AC e venceu por 2 a 1 - no jogo de volta, o Peixe goleou por 4 a 0.
Um jogo que merece destaque duarante este período aconteceu na 14ª rodada do Paulistão, no Pacaembu. O jovem Neymar finalmente começou um jogo como titular e ajudou a equipe a conquistar os três pontos, fazendo o seu primeiro gol como profissional na vitória por 3 a 0. E a vaga para a fase semi-final do torneio estadual veio apenas na emocionante última rodada - e por causa do saldo de gols. Na ocasião, Portuguesa e Santos empatavam em pontos, mas o Peixe levava vantagem no saldo de gols. A Lusa vencia facilmente seu adversário no Canindé, enquanto o Santos era derrotado pela Ponte Preta, em Campinas. Mas a estrela de Kléber Pereira voltou a brilhar justamente neste decisivo jogo e o atacante marcou os três gols da virada santista por 3 a 2, de maneira emocionante, nos minutos finais - a Lusa venceu seu jogo por 2 a 1, mas ficou de fora por ter um gol a menos de saldo que o Peixe.
O troco no rival e muita confusão
Na fase semi-final, o adversário santista era o líder Palmeiras, que dominou a competição praticamente de ponta-a-ponta e que já tinha goleado o mesmo Santos na primeira fase. O primeiro jogo decisivo aconteceu na Vila Belmiro. E foi um belíssimo clássico. Keirrison abriu o placar para o Verdão e Kléber Pereira empatou, num jogo que era "lá e cá". No segundo tempo, a partida continuou no mesmo ritmo, mas Neymar desequilibrou para o Santos, ao fazer um belo gol: 2 a 1.
Foto: Clayton de Souza / Agência Estado
No decisivo jogo do Palestra Itália, o Santos surpreendeu a equipe da casa e venceu novamente - 2 a 1, conquistando a vaga na final do Campeonato Paulista, onde enfrentaria o Corinthians. Mádson e Kléber Pereira fizeram os gols do triunfo santista, enquanto Pierre descontou para os palmeirenses, em mais um "frangaço" de Fábio Costa.
Vale lembrar que neste jogo aconteceu uma confusão envolvendo o zagueiro Domingos e o meia Diego Souza. Aos 35 minutos do segundo tempo, Vagner Mancini sacou Neymar para a entrada de Domingos. Sua meta naquela noite não era praticar futebol, e sim cavar a expulsão de Diego Souza, mesmo que para isso tivesse de se utilizar de meios sujos e anti-desportivos. Por isso, em 20 segundos, o tecnicamente fraco zagueiro santista colou em Diego Souza, fungou em seu cangote e provocou uma discussão com o camisa 7 alviverde, que não caiu na armadilha.
Sem mais nem menos, Mancini alertou o árbitro que os dois jogadores estavam se estranhando e, aos berros, disse que Diego Souza já tinha cartão amarelo. Mesmo sem ter feito nada, o despreparado árbitro Sálvio Spinola expulsou injustamente o atleta palmeirense, e também o zagueiro Domingos, que após o ocorrido se jogou no chão, simulando uma agressão de Diego Souza. Revoltado e descontrolado por sua injusta expulsão e pela performance de ator do zagueiro santista, o palmeirense quis tirar satisfações com Domingos, mas a turma do "deixa disso", com muito custo, conseguiu conter o furioso Diego Souza. Mas, quando o mesmo estava descendo para o vestiário, pulou a placa de publicidade e voltou para o gramado para, aí sim, justificar sua expulsão, dando uma rasteira no "zagueiro-ator" santista.
Por se tratar de violência, foi uma cena lamentável, mas diante dos absurdos acontecimentos, podemos dizer que foi uma reação normal - ou justificável - de quem tem vontade de vencer e não suporta o anti-jogo e anti-profissionalismo praticado por Domingos e Vágner Mancini.
Vexame na Copa do Brasil compromete o Paulistão
Se tudo era festa e euforia pela classificação para a final do Paulistão, tudo ficou azedo com o vexame histórico do Santos na Copa do Brasil. A equipe de Vágner Mancini conseguiu ser eliminada da competição nacional pelo CSA, de Alagoas. Na primeira partida entre as duas equipes, o empate em 0 a 0 deixou o Peixe a uma simples vitória da classificação para as oitavas de final da competição nacional, que garantia ao campeão uma vaga na Libertadores do ano seguinte.
O adversário era o penúltimo colocado do Campeonato Alagoano. Mas nem por isso merecia ser menosprezado. Com todo o respeito, tal competição é muito mais importante - em termos de valores para o clube - que o Campeonato Paulista. Mas Vágner Mancini resolveu poupar alguns jogadores e acabou se dando mal.
Em plena Vila Belmiro, com um a mais em campo durante parte do segundo tempo, o Santos perdeu por 1 a 0 e foi eliminado da Copa do Brasil. Vergonha para os santistas, que acabaram entrando pressionados contra o Corinthians.
Fim do tabu: Peixe perde primeiro título para o Timão
Santos e Corinthians realizaram na Vila Belmiro o primeiro jogo da fase final do Campeonato Paulista de 2009. Logo aos 10 minutos, Chicão abriu o placar para o Timão, em cobrança de falta. Pouco depois, o zagueiro deu um "bicão" para o alto, que caiu nos pés de Ronaldo Fenômeno, cara-a-cara com Fábio Costa: 2 a 0.
O segundo gol do alvinegro da capital deu um "banho de água fria" no praiano, que não tinha outra opção, a não ser ir para cima e tentar diminuir a vantagem corinthiana. Mas Kléber Pereira e Neymar, quando não estavam impedidos, paravam nas mãos e nos pés do goleiro Felipe, que fez quatro defesaças ainda na primeira etapa.
No segundo tempo, o Santos chegou a descontar com Triguinho - na verdade, o gol foi do goleiro Felipe, contra -, mas Ronaldo novamente entrou em cena e decidiu o clássico - e na minha opinião o campeonato - com um golaço fenomenal. Aos 31 minutos, Elias roubou bola no meio de campo e lançou Ronaldo. Fábio Costa estava adiantado. O Fenômeno, com excelente visão de jogo e técnica, deu um drible desconcertante em seu marcador e com um toque sutil, de pé esquerdo, encobriu Fábio Costa para marcar o golaço: 3 a 1. E as coisas ficaram bem mais difíceis para o Peixe - para ser campeão, precisaria vencer o Timão por uma diferença de três gols no Pacaembu.
E realmente não deu para o Santos conquistar o Paulistão-2009. Diante de um Pacaembu lotado de corinthianos, o Santos até chegou a esboçar que estragaria a festa, abrindo o placar com Kléber Pereira, de pênalti. Entusiasmado com o primeiro gol, o Santos teve a grande chance do jogo. Aos 30 minutos, Kléber Pereira aproveitou bate-rebate dentro da área e chutou cruzado. A bola encontrou Paulo Henrique livre no meio do caminho, mas o meia santista acabou chutando fraco, encima do goleiro Felipe, que salvou o Corinthians mais uma vez.
A "ducha de água" fria para os santistas veio aos 33 minutos, quando Dentinho encontrou o lateral-esquerdo André Santos dentro da área. O camisa 27 do Timão encheu o pé esquerdo e empatou o jogo. A partir daí, o Corinthians cresceu no jogo e dominou o restante da partida, garantindo o título e a quebra do tabu, ou melhor, dois tabus: O Timão, até então, nunca tinha sido campeão diante do Santos. Além disso, há 37 anos que o Paulistão não tinha um campeão invicto. O último time a conseguir tal feito tinha sido o Palmeiras, em 1972.
Campeonato Brasileiro
Após um período de férias forçadas, devido à eliminação precoce na Copa do Brasil, o Santos estreou no Brasileirão contra o Grêmio, no Olímpico, e conseguiu um resultado razoável: 1 a 1. Na rodada seguinte, a equipe comandada pelo técnico Vágner Mancini chegou a estar vencendo o Goiás por 3 a 1 no segundo tempo, mas permitiu o empate do rival, que chegou aos 3 a 3 no fim da partida, em plena Vila Belmiro. Após o frustrante empate, um fato inusitado aconteceu. O meia Madson foi chamado de corinthiano por um torcedor, pois o baixinho ganhou uma camisa do "Fenômeno" na semana anterior. Madson saiu chorando após a discussão e lamentou, em entrevista, que o presente tenha causado tanta polêmica. Por outro lado, garantiu que a manifestação foi isolada e que a torcida santista estava ao seu lado - e estava mesmo.
Na terceira rodada, o Santos foi ao Maracanã e goleou o Fluminense: 4 a 1. Depois, venceu os reservas do Corinthians - que estava priorizando a Copa do Brasil - por 3 a 0, na Vila Belmiro. O time parecia ter entrado nos eixos novamente, mas começou a desandar. Após muitos empates, apenas uma vitória - no sufoco e com gol irregular contra um também decadente Sport e algumas derrotas, sendo uma delas humilhante por 6 a 2 contra o Vitória, o técnico Vágner Mancini - que já não era unanimidade há muito tempo - acabou demitido do clube. Para piorar a situação, Fábio Costa se machucou e não retornou mais, e Lúcio Flávio e Fabiano Eller retornaram para Botafogo e Internacional, respectivamente, fragilizando ainda mais o visivelmente "rachado" elenco santista.
Marcelo Teixeira recorreu a Vanderlei Luxemburgo para tentar salvar o Santos de um novo vexame no Brasileirão. O técnico assumiu o time pela quarta vez, com a missão de conduzir a equipe à Libertadores da América. Não conseguiu. Com Kléber Pereira rendendo menos que o esperado - isso quando não estava machucado -, Neymar entre altos e baixos e Madson sem conseguir levar o time nas costas, o Santos por pouco se livrou do rebaixamento. Definitivamente, foi um time que não se encaixou, que tinha muitos problemas de relacionamento e que nem Luxemburgo deu jeito. Inclusive, o experiente treinador repatriou o volante Émerson - que se machucou e praticamente não jogou -, polemizou e dispensou Roberto Brum e não correspondeu às expectativas da torcida.
Esperança renovada
Em dezembro, ocorreram eleições na Vila Belmiro. De um lado, o já conhecido Marcelo Teixeira. Do outro, Luís Álvaro de Oliveira, um santista bem-sucedido e cheio de idéias para recolocar o Santos no caminho certo - eu diria que se trata de um Belluzzo santista.
Houve muita tensão, discussão e confusão entre membros das duas chapas, mas a renovação prevaleceu e Luís Álvaro se tornou presidente do Santos. Foi a melhor notícia do ano para a maioria dos santistas. Não digo isso pelo fato de Teixeira ser um mandatário ruim, pois ele conseguiu recolocar o Santos como um grande time brasileiro, conquistando títulos importantes, chegando à final de Taça Libertadores, reformando e ampliando as instalações do clube e revelando jogadores como Diego, Robinho e Neymar, entre outros menos badalados. Mas chega uma hora que o "muito tempo" no poder acaba prejudicando o clube. E era exatamente isso o que estava acontecendo. Boa sorte ao Luis Álvaro e boa sorte ao Santos, com o seu novo presidente.
Olá, amigo futebolista. Começaremos 2010 falando de... 2009. Vou aproveitar esta semana para fazer uma rápida retrospectiva do ano passado de São Paulo, Santos e Palmeiras - do Corinthians você confere aqui.
O planejamento do até então tricampeão brasileiro começou com bastante antecedência. Ainda em dezembro de 2008, a equipe do Morumbi anunciou as contratações de Wagner Diniz, Eduardo Costa, Washington, Junior César, Arouca e Renato Silva. Na época, o São Paulo foi considerado o clube que melhor contratou e que começaria a temporada 2009 na frente de seus concorrentes - pelo menos no papel. Diretoria, comissão técnica, jogadores e torcida queriam o tetra da Taça Libertadores. Portanto, se prepararam para isso.
Foto: Gaspar Nóbrega / VIPCOMM
Esbanjando otimismo com as contratações cirúrgicas que havia realizado, a diretoria tricolor apresentou seus reforços com uniformes "limpos" - sem patrocinadores. O acordo com a LG havia terminado e os são-paulinos exigiam cerca de R$ 30 milhões para renová-lo.
Muito se falou, se especulou, mas no final das contas o São Paulo acabou renovando com a LG por praticamente um valor sem reajustes - cerca de R$ 15 milhões. Neste caso, "o tiro saiu pela culatra" e a diretoria não alcançou os valores pretendidos.
Voltando ao futebol, que é decidido dentro de campo e não apenas com um bom time no papel, o São Paulo abriu a temporada com um empate frustrante diante do Ituano, no Morumbi, pelo Campeonato Paulista. Hugo abriu o placar para o Tricolor e Miranda, num lance atípico, fez o gol (contra) do empate da equipe caipira.
Mesmo pensando na possível conquista da América, o São Paulo foi se acertando durante o campeonato estadual e, por incrível que pareça, na estréia da Libertadores, acabou protagonizando um "vexame" diante de sua torcida, contra o Independiente de Medellín, da Colômbia. O Tricolor só conseguiu um empate aos 47 minutos do segundo tempo, com um golaço de Borges, de bicicleta.
Depois desta estréia "ruim", o São Paulo se impôs dentro de seu grupo na competição continental e conseguiu a classificação com duas rodadas de antecedência. Pelo Campeonato Paulista, o time do técnico Muricy Ramalho terminou a fase de classificação na segunda colocação. Na fase semi-final, o Tricolor enfrentou o Corinthians, e se deu mal.
Na primeira partida, num domingo, no Pacaembu, Miranda abriu o placar irregularmente para o São Paulo, mas Elias e Cristian viraram o jogo para o Timão. No dia seguinte, o goleiro e capitão tricolor, Rogério Ceni, sofreu uma grave lesão no tornozelo esquerdo, durante um treino da equipe. A contusão foi às quatro da tarde. Às dez da noite, ele já estava operado.
Foto: Luiz Pires / VIPCOMM
No domingo, jogo decisivo no Morumbi. Por ter feito melhor campanha que o rival Corinthians, bastava uma simples vitória para o São Paulo chegar à final. Mas o Corinthians não deu chances ao Tricolor. Encaixou dois contra-ataques no segundo tempo e "matou" o jogo. Douglas e Ronaldo fizeram os gols da classificação alvinegra.
Mas o São Paulo ainda tinha em suas mãos a chance de conquista seu grande objetivo: A Libertadores. E fez o seu papel na competição continental, terminando na primeira colocação de seu grupo. Nas oitavas-de-final, nem precisou entrar em campo para se classificar, pois enfrentaria o time mexicano Chivas, que acabou eliminado pela Conmebol devido ao surto da "gripe suína" que assolava o México na época.
Nas quartas-de-final, porém, o adversário era o forte Cruzeiro. No Mineirão, a equipe da casa venceu por um "apertado" 2 a 1. No jogo de volta, os são-paulinos lotaram o Morumbi para apoiarem a equipe. Mas os comandados de Muricy Ramalho não renderam o esperado e acabaram eliminados com mais uma derrota: 2 a 0.
Este resultado frustrou todos os são-paulinos que tinham como grande meta a conquista da Libertadores e, consequentemente a disputa do Mundial de Clubes. Com o notável desgaste de Muricy com o São Paulo, no dia seguinte veio a notícia da demissão do técnico.
No Campeonato Brasileiro, a situação também não era das melhores. E no domingo seguinte à eliminação na Libertadores, o Tricolor enfrentaria o "embalado" Corinthians. Não teve jeito. O Timão enfiou 3 a 1 num despedaçado Tricolor, que começou a respirar novos ares com a contratação do "desconhecido" Ricardo Gomes.
O nome escolhido não foi aprovado por muita gente, mas dentro de campo, o novo comandante tratou de colocar ordem na casa. Apesar dos altos e baixos no início do trabalho - na 11ª rodada a equipe estava a 1 ponto da zona do rebaixamento -, Ricardo Gomes conseguiu fazer do São Paulo um time novamente competitivo. E quando todos já davam o ano Tricolor por encerrado, eis que o "Jason" surge novamente na cola de seus adversários.
Na 20ª rodada, o São Paulo já assumia a vice-liderança da competição nacional, há apenas 1 ponto do até então líder Palmeiras. A disputa foi forte entre os dois rivais, que se distanciavam e se aproximavam rodada a rodada, até que, nas últimas 5 rodadas, o Tricolor assumiu a liderança, enquanto o Verdão despencava na tabela.
Faltando 3 jogos para o fim da competição, o São Paulo era o líder. Mas jogando contra um desesperado Botafogo, no Engenhão, a equipe de Ricardo Gomes foi derrotada num emocionante 3 a 2. O Flamengo teve chances para assumir a liderança naquela ocasião, mas não saiu do 0 a 0 contra o Goiás, em pleno Maracanã.
O título tricolor estava novamente encaminhado, mas eis que o mesmo Goiás - que tinha atrapalhado o Flamengo na rodada anterior - apareceu na vida do São Paulo. No Serra Dourada, o Tricolor abriu o placar com Washington, mas sofreu a virada e viu o Flamengo lhe tomar a liderança na penúltima rodada do Brasileirão. Aliás, de líder o São Paulo caiu para a quarta colocação, pois todos os seus concorrentes em busca do título venceram.
Na última rodada, o Tricolor dependia de muitos tropeços de adversários para ser campeão. Mas fez sua parte e goleou o rebaixado Sport, no Morumbi. Mas com a vitória do Flamengo, o título ficou com os cariocas. Na segunda posição ficou o Internacional, que também venceu o rebaixado Santo André. Mas como o rival Palmeiras perdeu, o São Paulo ficou em terceiro e garantiu sua vaga na fase de grupos da Libertadores.
Não foi um ano dos melhores para o São Paulo. Mas também não podemos dizer que foi um ano perdido. Em 2010, o Tricolor disputará pela sétima vez consecutiva a Taça Libertadores da América.
Foto: Agência Estado
Em breve: Retrospectiva 2009 de Santos e Palmeiras.
O blog Futebolismo deseja Feliz Natal a todos os seus amigos e leitores, e um 2010 com muita saúde, paz, harmonia e bom futebol. Retornaremos nossos posts em Janeiro.
Olá, leitor futebolista. Termina hoje a reportagem “2009 fenomenal”, na qual abordamos como foi o ano do Sport Club Corinthians Paulista, que fez muito sucesso com Ronaldo e conquistou dois títulos: O Campeonato Paulista (invicto) e a Copa do Brasil. Por ter sido um ano especial para o torcedor corintiano, esta “retrospectiva” do Timão em 2009 ficará disponibilizada integralmente em nosso site na seção “Especiais”, ao lado direito do menu. E aos torcedores de São Paulo, Santos e Palmeiras, fiquem tranqüilos: Em breve teremos a retrospectiva destes referidos clubes.
Cronograma da reportagem sobre o Corinthians:
Introdução 1. As primeiras alegrias do ano fenomenal 2. Dinheiro no bolso e títulos a caminho 3. Campeão invicto 4. O Fenômeno quer mais 5. Primeiro semestre garante o ano (hoje)
5. Primeiro semestre garante o ano
Em um semestre, o Corinthians já tinha garantido o ano. Com tanto destaque nas competições que disputou, o Timão não teve como segurar André Santos e Cristian, que foram juntos para o Fenerbahce, da Turquia, e Douglas, que foi para uma equipe árabe. Em compensação, repatriou o volante Edu, que estava no Valência, e ainda contratou outros jogadores desconhecidos, entre eles o argentino Balbuena.
Mas com os dois títulos e a vaga garantida na Libertadores, posso dizer que o Corinthians cumpriu tabela no Campeonato Brasileiro. Mesmo assim, o ano de 2009 continuou sendo fenomenal para os corintianos.
O Timão manteve o tabu de não perder para o São Paulo desde 11 de fevereiro de 2007. Contando com os confrontos deste Brasileirão, são quatro vitórias alvinegras e quatro empates. No ano, foram cinco jogos, três vitórias do Timão e dois empates. Por falar em tabu, o ano do corintiano só não foi melhor porque segue sem vencer o principal rival, o Palmeiras, há mais de três anos. Mesmo assim, o torcedor corintiano viu em 2009 a equipe do Palestra Itália liderar a principal competição nacional por mais de 19 rodadas e, na reta final, sucumbir diante de adversários fraquíssimos, perdendo o título de maneira ridícula e a vaga na Taça Libertadores de maneira vexatória, terminando o Brasileirão na quinta colocação, de forma melancólica.
Durante o Brasileirão, o Corinthians ficou boa parte dos jogos sem contar com Ronaldo, que teve de passar por uma cirurgia, após sofrer uma fratura na mão esquerda, justamente num jogo contra o Palmeiras, que venceu a partida por 3 a 0, numa histórica exibição de Obina.
Por falar no Fenômeno e em ano fenomenal, até mesmo o time de coração do R9, o Flamengo, conseguiu arrancar no Campeonato Brasileiro e conquistar o título de forma emocionante, desbancando o São Paulo, também rival do Corinthians, nas últimas rodadas. O Corinthians, mesmo "cumprindo" tabela no Brasileirão, ainda ficou em 10º lugar, com 52 pontos - o campeão Flamengo fez 67.
Resumidamente, o ano do Corinthians foi maravilhoso, sensacional, fenomenal! Foi o único clube de São Paulo a ganhar títulos e ainda assistiu aos insucessos dos rivais na Taça Libertadores e no Campeonato Brasileiro, onde eram favoritos.
Elaborada por um grupo de jornalistas que preza muito pela ética na profissão, a Revista 90 Minutos tem como objetivo se tornar referência em conteúdo futebolístico, oferecendo assuntos, matérias, conhecimentos, opiniões e análises com qualidade para seus fanáticos leitores.
BOLA CHEIA:
Flamengo - Fez a sua parte no Maracanã e garantiu o pentacampeonato brasileiro, para delírio da massa rubro-negra.
Cruzeiro - Engatou uma sensacional "arrancada" no campeonato e, como recompensa, conquistou uma vaga na Libertadores-2010.
Washington - Decisivo nos últimos jogos, o atacante tricolor marcou três gols contra o Sport e garantiu seu clube na Libertadores-2010.
BOLA MURCHA:
Palmeiras - Estava com o título praticamente ganho e não ficou com a taça. Além disso, nem uma vaga na Libertadores-2010 a equipe conseguiu. Enorme fiasco.
Coritiba - No ano de seu centenário, equipe paranaense foi rebaixada para a segunda divisão e provocou uma lamentável revolta violenta de sua torcida.
Celso Roth - Fez um bom trabalho à frente do Atlético Mineiro, mas assim como o Palmeiras, sucumbiu nos momentos decisivos e se despediu da equipe com um revés de 3 a 0. Acabou a temporada demitido.
Esta seção é atualizada ao término das rodadas.
Podcasting do programa "Fanáticos por Futebol", da Rádio Bandeirantes, veiculado em 13/02/2009. O apresentador Marcelo Duarte começa a falar do blog Futebolismo aos 13 minutos do programa, disponível na íntegra para você.
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clubes brasileiros, na concepção do blog "Futebolismo". Confira os
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