Tite na seleção brasileira

Inegavelmente, o histórico recente de Tite lhe coloca como o principal treinador do país. Além disso, é um dos poucos comandantes que sabem o que é desenvolver um trabalho aplicando a tão falada meritocracia.

Fora de campo, especialmente nas entrevistas, já não gosto do estilo dele. Por mais que esteja defendendo a sua equipe e seu trabalho, o que é natural de qualquer profissional, entendo Tite como sendo um homem muito demagogo.

Posa de moralista, critica coisas erradas nos outros, mas faz igual ou pior. Ou vamos nos esquecer que enquanto técnico do Internacional, escalou os reservas diante do concorrente direto do seu rival, o Grêmio, para prejudicá-lo na disputa pelo título?

Isto posto, fato é que Tite tem curriculum, moral com a boleirada, mídia, etc, e merece ser o treinador da seleção. Mas não imagino que esteja sendo convidado a dirigir o escrete nacional apenas pela sua competência. E é aí que mora o perigo.

A CBF quer, na verdade, é dar um "cala a boca" na opinião pública, e usar Tite como escudo, fazendo com que a necessidade de uma reestruturação do futebol brasileiro seja colocada em segundo plano. Afinal, a desculpa para um eventual fracasso já está pronta: "trouxemos o treinador que todos queriam". E, com isso, mantém-se o status quo na CBF, e os dirigentes continuam tramando das suas nos bastidores, sem serem incomodados.

Torço para que Tite seja o Felipão do início dos anos 2000, quando, em situação semelhante, conseguiu montar uma "família" e trouxe a Copa de 2002. Mas as mudanças (estruturais) que todos queremos no futebol brasileiro, Tite não vai conseguir fazer. Muito menos sozinho. Aliás, não sei se ele também as quer, de verdade. É um homem considerado "de bem", mas muito de seu sucesso foi conquistado em conjunto com figuras como Andrés Sanchez e Lula (a quem homenageou em 2015). Agora será a vez de trabalhar com outras figuras do mesmo naipe, mas num momento de enfraquecimento.

Se vai dar certo ou não, o tempo dirá. O convite é merecidíssimo. Mas que o Tite é um baita escudo para os dirigentes nefastos da CBF, isso é.



Escrito por Felipe Virolli às 14h19
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Ranking de Clubes Brasileiros

Confira a classificação de seu clube do coração no Ranking de Clubes Brasileiros (www.rankingdeclubes.com.br), o único que explica detalhadamente o que considera - e o que não considera.

É o ranking mais completo sobre o futebol brasileiro!



Escrito por Felipe Virolli às 23h01
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COPA - 2014

Copa do Mundo no Brasil

 

Esse assunto me dá tanto nojo, que essa imagem ilustra bem o que penso a respeito. Aliás, o logo dessa Copa está perfeito. Representa o povo brasileiro escondendo o rosto de vergonha. E não falo de vergonha apenas quanto a um suposto fracasso da “nossa” (?) seleção dentro de campo, mas sim da vergonha que está sendo a condução de tudo relacionado ao evento.

Ainda sobre a imagem acima, ironicamente, o homem com a mão no rosto é o presidente corinthiano, Andrés Sanchez, aquele que não tem vergonha alguma de pedir esmola aos nossos “digníssimos” políticos para construir o Itaquerão para o seu clube - claro, com dinheiro público.

Enfim, essa Copa do Mundo, até 2014, tem tudo para ser um dos maiores golpes ao bolso do povo brasileiro, que, diga-se de passagem, deverá continuar acompanhando o evento pela TV - ou alguém pensa que os ingressos serão acessíveis ao bolso do cidadão trabalhador?

Mesmo assim, tem muita gente que não tem moradia, não tem educação, não tem saúde, e comemora com churrasco toda essa aberração, na porta de um lugar que certamente não poderá frequentar na metade de 2014.

Este é o Brasil, um país de todos...

Que vergonha!



Escrito por Felipe Virolli às 21h48
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"IMPARCIALIDADE" DA IMPRENSA

Mídia convencional: Parcial ou não?

Há tempos venho notando o comportamento de alguns veículos de comunicação e também de outros colegas jornalistas. Por mais que se considerem imparciais, em alguns casos, a contradição está na "cara do gol".

Este é um assunto chato, que eu evito abordar a cada detecção de parcialidade, até mesmo porque estas linhas que escrevo também são passíveis de julgamento, embora eu me considere neutro até mesmo quando falo sobre o meu time de coração - sim, assim como você, eu também torço fervorosamente por um clube. Mas hoje não dá para não comentar. Veja as imagens abaixo, printadas do portal GloboEsporte.com:

Na página inicial do famoso site, duas chamadas me deixaram curioso (estão sinalizadas em vermelho). Ambas as "manchetes" se referem a títulos nacionais, que até então tinham o mesmo valor, perante à CBF.

Note que, a notícia sobre o Bahia trata o clube como campeão da "Taça Bra
sil", ou seja, em nenhum momento faz a referência correta, de que o Bahia e o ex-jogador foram campeões brasileiros daquele ano  - aliás, esta é a posição oficial da CBF com relação à Taça Brasil.

Já a manchete sobre o Flamengo, informa que a CBF voltou a reconhecer apenas o Sport como campeão brasileiro de 1987 - dando a entender que o Flamengo também era campeão brasileiro daquele ano - e ainda tem o cuidado de ressaltar que a decisão não é definitiva e que cabe recurso. Detalhe: O Flamengo, em 1987, conquistou a Copa União e não o Campeonato Brasileiro, embora recentemente a CBF também a tenha reconhecido como tal.

Se a ideia do portal é citar as competições pelos nomes originais, porque não cita a conquista do Flamengo como Copa União - ou por qual motivo não cita o Bahia como campeão brasileiro de 1959, para manter uma linha "editorial" coerente?

Não estou querendo ser chato, mas é fato que a mídia supervaloriza as conquistas de alguns times, enquanto desvaloriza a de outros.

Ao clicar nas duas matérias, nenhuma novidade. Não há uma linha sequer citando o feito do Bahia como sendo o primeiro time a conquistar o Campeonato Brasileiro, enquanto na do Flamengo não há nenhuma linha que cita o nome de Copa União. Portanto, segundo a Globo, o Bahia foi campeão de uma "taça" em 1959 - o texto me passa essa sensação de desprezo -, enquanto o Flamengo foi "campeão brasileiro". Veja as imagens abaixo, tire suas próprias conclusões e não deixe de comentar. Afinal, a imprensa convencional é ou não é parcial?



Escrito por Felipe Virolli às 19h37
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CAMPEONATO BRASILEIRO - 2011

Palpites para o Brasileirão 2011

O Campeonato Brasileiro está só começando, e muita gente costuma aproveitar este momento para dar seus pitacos sobre a posição de cada time. Aproveitando o "embalo", faço uma resumida análise sobre o que esperar de cada time na competição nacional mais importante do Brasil.

Fluminense: O atual campeão tem um elenco tão forte quanto o do ano passado, mas ainda está sem técnico. Abel Braga deve chegar após o encerramento de seu contrato com um time dos Emirados Árabes. Se conseguir implantar sua filosofia a curto prazo, o Flu será um dos candidatos ao título novamente.

Cruzeiro: Tem um time entrosado, que joga junto há muito tempo. É um dos favoritos ao título.

Corinthians: Está investindo alto em contratações, mas tem um treinador bastante contestado. No papel, tem condições de brigar pelo título, mas na prática, entendo que vá brigar por uma vaga na Copa Libertadores.

Grêmio: Se não se reforçar bastante, terá de se contentar com uma vaga na Copa Sul-Americana.

Atlético-PR: Deve ficar na parte do meio da tabela.

Botafogo: Deve brigar por uma vaga na Copa Libertadores.

Internacional: Tem time para brigar pelo título.

Santos: Seu desempenho no Brasileirão está relacionado ao término de sua participação na Copa Libertadores deste ano. Se terminá-la como campeão, o Peixe apenas cumprirá tabela no certame nacional. Caso seja derrotado no torneio continental, entrará focado na busca do título brasileiro.

São Paulo: Inicia o Brasileirão com o treinador cumprindo uma espécie de "aviso prévio". No entanto, se conseguir engatar uma sequência de boas vitórias, Carpegiani poderá encontrar paz para continuar seu trabalho. Tem elenco para, no mínimo, brigar por uma vaga na Copa Libertadores.

Palmeiras: Tem um elenco limitado, mas que rende ao máximo nas mãos do técnico que tem. É um time bastante regular, "cascudo", difícil de ser batido. Se conseguir trazer uns três bons reforços, como se comenta por aí, terá condições de, pelo menos, brigar por uma vaga na Copa Libertadores.

Vasco: Deve ficar na parte do meio da tabela, independentemente de conquistar a Copa do Brasil ou não.

Ceará: É um time "encardido", que vai tirar pontos de muitos times considerados grandes. Se não sofrer nenhum desmanche, deve ficar com uma vaga na Copa Sul-Americana.

Atlético-MG: Já há algum tempo vem se reestruturando e montando times cada vez mais competitivos. Na minha opinião, este time pode ser a surpresa positiva do campeonato. Nas mãos de Dorival Junior, pode até brigar pelo título.

Flamengo: Se Vanderlei Luxemburgo conseguir se manter concentrado em seu trabalho, pode fazer do Flamengo um dos favoritos ao título.

Avaí: Tem um time esforçado, mas que vai se desmanchando após uma boa campanha na Copa do Brasil. Se não se reforçar, brigará contra o rebaixamento.

Atlético-GO: Não acompanho muito este time, mas pelo o que acompanho dos outros, aponto que este é um dos candidatos ao rebaixamento, assim como foi no ano passado, em que escapou por pouco.

Figueirense: Deve brigar para não ser rebaixado.

América-MG: Também deve brigar para não ser rebaixado.

Bahia: Deve ficar com uma vaga na Copa Sul-Americana.

Coritiba: Assim como o Vasco, deve ficar na parte do meio da tabela, independentemente de conquistar a Copa do Brasil ou não.

E você, concorda, discorda? Qual sua opinião? Comente!



Escrito por Felipe Virolli às 00h03
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TAÇA DAS BOLINHAS

A polêmica de 1987 e da Taça das Bolinhas

Por Felipe Virolli


Em meio a tantas polêmicas no futebol brasileiro, vamos abordar hoje a questão da famosa Taça das Bolinhas - objeto que está gerando uma grande disputa nos bastidores entre São Paulo e Flamengo.

Em 1975, a Confederação Brasileira de Futebol (CBD) ganhou um novo presidente, o almirante Heleno Nunes, em substituição a João Havelange, que assumiu o comando da FIFA. Neste ano, a CBD lançou um troféu sofisticado, produzido pelo designer Maurício Salgueiro, e o campeonato passou a ser chamado oficialmente de “Copa Brasil” – sim, este era o nome oficial do campeonato da época.

O que é a Taça das Bolinhas?

É uma peça que leva 156 bolinhas de prata e ouro alinhadas por hastes. Todo clube que conquistasse a Copa Brasil recebia uma réplica deste troféu - o original ficaria em definitivo com o clube que ganhasse o que chamamos de “Campeonato Brasileiro” por três vezes consecutivas ou cinco vezes alternadas, a contar a partir de 1971.

Quem é o verdadeiro campeão de 1987: Sport ou Flamengo?

A FIFA, a justiça – e até bem pouco tempo a CBF - e mais uma minoria da imprensa dizem que foi o Sport. Já grande parte da imprensa e das pessoas citam o Flamengo. Afinal, quem tem razão?

Para chegarmos a uma conclusão, é necessário analisarmos os fatos, conforme o que realmente aconteceu e sem nos preocuparmos em fazer média com torcedores do time A ou B.

Em 1987, uma revolução aconteceu no futebol nacional. A CBF, mal administrada e sem recursos, declarou-se incapaz de promover o campeonato daquele ano. Isso levou os principais clubes do país a criarem, em 11 de julho, uma liga independente, chamada de Clube dos 13 (C13), que prontamente formulou a “Copa União”, com os times da “panela” e mais três convidados. Porém, pressionada – e com razão – pelos clubes que ficaram de fora da nova competição, a CBF voltou atrás de sua decisão, em 14 de julho, e iniciou uma briga com o recém-criado C13, para poder discutir um novo formato para a competição nacional.


Seguiram-se quase dois meses de discussões. Até que, em 3 de setembro, ficou acordado entre CBF e C13, um campeonato com 32 clubes, divididos em dois módulos: O Verde, com os 16 times convidados pelo C13, e o amarelo, com outros 16 times, escolhidos com base num tal “ranking histórico” da CBF. Vale ressaltar que os jogos de ambos os módulos só passaram a ser disputados após o acordo. Portanto, é mentirosa a afirmação de que a “Copa União” estava em pleno andamento quando a CBF impôs o novo regulamento – que previa que os dois melhores times de cada módulo disputassem um quadrangular decisivo para definir o campeão nacional (da Copa Brasil).


Na época, o acordo foi claro entre ambas as partes (CBF e C13) e assinado, inclusive, por Eurico Miranda, representante do C13. A confusão só aconteceu porque, no final das contas, os membros do módulo verde (C13) combinaram entre si que não fariam o cruzamento final - seria o mesmo que o campeão da Taça Libertadores ou da Champions League se recusar a participar do Mundial de Clubes - que também envolve times inexpressivos de outros continentes - e, mesmo assim, se considerar campeão do mundo. Seria um absurdo, não é mesmo?

Pois bem, com essa desistência de Internacional e Flamengo, foi organizada uma decisão entre Sport e Guarani, que determinou o clube pernambucano como campeão brasileiro de 1987. Inclusive, Sport e Guarani representaram o Brasil na Taça Libertadores de 1988.

Ainda assim, mesmo após a decisão da CBF, da FIFA, de o Sport ter ido à Libertadores e ter recebido o troféu de campeão nacional – sim, uma réplica da Taça das Bolinhas -, o Flamengo levou o caso à Justiça. E o veredicto mais uma vez foi favorável ao clube pernambucano. Portanto, em todas as esferas e instâncias possíveis, o Sport é o campeão brasileiro de 1987.

A grosso modo, os clubes mais tradicionais peitaram a CBF e pagaram pra ver quais rumos o futebol brasileiro iria tomar – a idéia do C13 era ter uma liga independente daí em diante -, mas o “tiro saiu pela culatra”. Com isso, embora os torcedores flamenguistas, legítimos campeões do módulo verde – ou Copa União - não tenham culpa de nada, o fato é que o Flamengo apoiou a decisão do C13, deixou de jogar a fase final do Campeonato Brasileiro da época e, portanto, não disputou tal título naquela temporada.

Mesmo assim, o Flamengo insiste em vender a idéia de que foi campeão brasileiro em 1987 – agora com o aval da CBF -, e como também conquistou o Brasileirão de 1992, se intitula como o primeiro clube pentacampeão brasileiro a partir de 1971 e, portanto, se acha no direito de receber a tal Taça das Bolinhas.

Considerações finais

A CBF decidiu oficializar os títulos anteriores a 1971 e eu a elogiei por isso. Embora seja um assunto para uma próxima coluna, em 1967 e 1968 também tivemos apenas um legítimo campeão brasileiro por temporada, mas a CBF acabou contemplando os vencedores das duas competições da época.

Seguindo esta linha de raciocínio - da qual eu não concordo, mas respeito -, é justo reconhecer o título do Flamengo e colocá-lo ao lado do Sport como campeão de 1987. Porém, no que diz respeito à Taça das Bolinhas, entendo que este prêmio deve ser entregue ao primeiro pentacampeão brasileiro de competições organizadas pela CBF – no caso, o São Paulo.

Este assunto, bem explicado para ambas as partes, deixaria o Flamengo satisfeito por ter seu título reconhecido e o São Paulo por ter a Taça das Bolinhas, um troféu que simboliza que este foi o primeiro clube a vencer cinco campeonatos nacionais organizados pela Confederação Brasileira de Futebol – já que a Copa União de 1987, vencida pelo Flamengo, foi organizada pelo Clube dos Treze.

E você, o que pensa sobre este tema?

Felipe Virolli é jornalista e autor do Ranking de Clubes Brasileiros (www.rankingdeclubes.com.br), baseado em pesquisas e análises da história do futebol.



Escrito por Felipe Virolli às 00h45
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UNIFICAÇÃO DOS TÍTULOS NACIONAIS

Decisão justa?

Foto: Reprodução

Com a falta de assunto nas férias do mundo do futebol e um mercado de transferências praticamente “travado”, um tema está sendo bastante comentado nas últimas semanas: A decisão da CBF em oficializar a Taça Brasil e o Torneio Roberto Gomes Pedrosa como “Campeonato Brasileiro”.

Essa decisão altera o ranking dos maiores campeões do futebol no Brasil. Anteriormente, o São Paulo era o primeiro da lista, com seis campeonatos nacionais reconhecidos pela CBF. Agora, o Tricolor foi ultrapassado por Palmeiras e Santos, que possuem oito conquistas cada – sem contar, é claro, as competições nacionais de menor valor, tais como Copa do Brasil e Copa dos Campeões, o que aumentaria ainda mais a vantagem de palmeirenses e santistas.

Mas o que, de fato, está incomodando boa parte dos jornalistas e comentaristas é que essa tardia oficialização traz algumas “mudanças” no que eles, de modo geral, costumavam passar como informação “legítima” para seus leitores, enquanto as competições nacionais da geração mais vitoriosa do futebol brasileiro eram ignoradas – entre 1958 e 1970 o Brasil faturou três das quatro Copas do Mundo que disputou.

De jornais impressos a blogs na internet, encontramos textos de todos os tipos, inclusive dos mais renomados jornalistas contrários à unificação. Coincidentemente, nenhum deles trata de rebater, com argumentos irrefutáveis, o dossiê elaborado pelo também jornalista Odir Cunha. Todos usam anacronismos (olham para o passado com os olhos do presente), metáforas (um imperador não precisa ser chamado de presidente para ser reconhecido como um governante) e comparações bizarras (números de jogos e formatos de disputa) em seus textos vazios e subjetivos. Não encontrei nenhuma linha que conduzisse o leitor à reflexão ou pelo menos à curiosidade de tentar encontrar possíveis “falhas” no tal dossiê.

Mas o pior disso tudo é que a falta de conhecimento aliada às críticas destes jornalistas esportivos, que pouco conhecem da história do futebol brasileiro, criou em alguns torcedores a sensação de que essa "unificação" foi um ato político para prejudicar determinados times. E não foi.

A CBF e o seu presidente, Ricardo Teixeira, podem ter muitos defeitos. Mas não podemos ser tão radicais, a ponto de não enxergarmos que essa decisão foi justa e benéfica para a história do nosso futebol.

Em nossa próxima coluna, pretendo abordar alguns assuntos pontuais – e também polêmicos - referentes à história do Campeonato Brasileiro (de 1967, 1968 e 1987).

Até a próxima e Feliz Ano Novo!

Felipe Virolli é jornalista e autor do Ranking de Clubes Brasileiros (www.rankingdeclubes.com.br), baseado em pesquisas e análises da história do futebol.



Escrito por Felipe Virolli às 20h08
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UNIFICAÇÃO DOS TÍTULOS NACIONAIS

Passando a história a limpo

Foto: Divulgação

Ao que tudo indica, parece que a CBF finalmente resolveu equiparar os campeonatos nacionais de 1959 a 1970 ao que hoje chamamos de Campeonato Brasileiro. A decisão ainda não foi oficializada, mas já causa muita polêmica – desnecessária, diga-se de passagem.

Isso porque muita gente está se esperneando contra a provável decisão da entidade que manda – e também desmanda – no futebol nacional. Embora eu também critique a CBF quando julgo necessário, não posso deixar de elogiá-la neste caso.

A Taça Brasil (1959-1968) e o Torneio Roberto Gomes Pedrosa (1967-1970) foram os campeonatos nacionais do período mais vitorioso do futebol brasileiro, que de 1958 a 1970 disputou quatro Copas do Mundo e faturou três. Além disso, embora cada torneio tenha um formato diferente – tal qual o Brasileirão até 2003 -, o objetivo sempre foi o mesmo: Dar ao seu vencedor o título de campeão do Brasil – exceto no Robertão-67 e na Taça Brasil-68.

Falo isso com toda a certeza de quem há muito tempo lê e pesquisa exaustivamente os arquivos e a história do futebol brasileiro. Modéstia à parte, não foi à toa que criei o Ranking de Clubes Brasileiros, o mais justo e imparcial ranking do futebol do Brasil.

A decisão da CBF será totalmente justa?

Conforme citei anteriormente, especificamente o Robertão-67 (conquistado pelo Palmeiras) e a Taça Brasil-68 (conquistada pelo Botafogo) não deveriam ser reconhecidos com status de Campeonato Brasileiro e sim de Copa do Brasil. Isso porque tivemos as duas competições nestes anos e, em 1967, a Taça Brasil era a mais importante. No ano seguinte, houve uma inversão de valores e o Robertão passou a ser o torneio mais importante.

Entretanto, a CBF deve reconhecer todas essas competições como Campeonato Brasileiro, até para não causar mais polêmica e ainda ter o trabalho de explicar por quais motivos a Taça Brasil e o Robertão de um clube vale e a do outro não. E, de certa forma, é menos injusto reconhecer todo mundo como campeão brasileiro do que não reconhecer ninguém. Portanto, se confirmada essa decisão do reconhecimento, parabéns à CBF por (tentar) passar a limpo a história do nosso futebol.

Leia também: A história completa dos campeonatos nacionais do Brasil, desde 1959.



Escrito por Felipe Virolli às 08h26
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COPA DO MUNDO DE CLUBES - 2010

Vergonha do desporto nacional

O Internacional, campeão mundial em 2006 e atual campeão da Taça Libertadores da América foi derrotado hoje pelo TP Mazembe, da República do Congo, por 2 a 0. Com isso, pela primeira vez na história do Mundial Interclubes, desde 1951, um clube sul-americano não participará da decisão. Que vergonha!



Escrito por Felipe Virolli às 20h18
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COPA DO MUNDO DE CLUBES - 2010

O Sport Club Internacional é o representante brasileiro/sul-americano na Copa do Mundo de Clubes. O Colorado está em busca do seu segundo título na competição. Para conhecer a história dos Campeonatos Mundiais Interclubes, visite o site do Ranking de Clubes (www.rankingdeclubes.com.br/historia_mundiais.htm).



Escrito por Felipe Virolli às 16h06
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CAMPEONATO BRASILEIRO - 2010

O Fluminense Footbal Club, dirigido pelo competente treinador Muricy Ramalho, faturou o Brasileirão de 2010. Foi um título suado, mas muito merecido.

Vejo muitos "falsos moralistas" dizendo por aí que o Flu não era merecedor dessa conquista, pois subiu para a Série A de uma maneira nada digna em 2001. Eu concordo que a maneira pela qual o clube chegou novamente à elite não foi das mais limpas e transparentes, mas não podemos levar isso em consideração no futebol - que é mesmo um meio sujo -, quase 10 anos depois, onde tantas outras sujeiras continuaram acontecendo, em favor de tantos outros clubes.

Portanto, parabéns, Fluminense, tricampeão nacional!



Escrito por Felipe Virolli às 01h27
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CAMPEONATO BRASILEIRO - 2010

Análise da #R31

A 31ª rodada do Brasileirão começou no sábado, com dois jogos. O Atlético Goianiense foi a Campinas enfrentar o Guarani e venceu a partida por 1 a 0. O resultou tirou o clube goiano da zona de rebaixamento. No Engenhão, contra o Vitória, o Botafogo fez as pazes com a vitória. Marcelo Cordeiro marcou - de falta - o golaço do triunfo alvinegro.

No domingo, muitos clássicos mexeram com o coração de milhões de torcedores pelo território nacional. Em São Paulo, Corinthians e Palmeiras fizeram um jogo tecnicamente fraco, mas de muita disposição. Melhor para o Timão, do estreante técnico Tite, que conseguiu a vitória através de um gol de Bruno César, de fora da área.

No Engenhão, Vasco e Flamengo empataram em 1 a 1, numa partida onde sobraram polêmicas. Em Porto Alegre, o Gre-Nal também terminou empatado: 2 a 2. O melhor clássico da rodada ficou por conta dos mineiros Atlético e Cruzeiro. Enquanto o Galo briga para não ser rebaixado, a Raposa briga pelo título. Mas novamente num clássico brilhou a estrela de Obina, que fez três dos quatro gols do Atlético. O Cruzeiro marcou três, quase conseguiu o empate e ainda na primeira etapa teve um pênalti desperdiçado por Montillo. Jogo emocionante! Melhor para os atleticanos, que saíram da zona do rebaixamento e, de quebra, tiraram os rivais da liderança.

Por falar em liderança, o Fluminense foi à Arena da Baixada, continuou sem vencer, mas o empate conquistado diante do Atlético Paranaense - aliado à derrota do Cruzeiro - o recolocou na liderança do Brasileirão, com 54 pontos - mesmo número de pontos do clube mineiro.
No "jogo dos desesperados" da rodada, o Goiás venceu o Avaí por 1 a 0. Ambos os clubes estariam rebaixados, caso o campeonato terminasse hoje. No Castelão, diante de muito sol, o Ceará "atropelou" O São Paulo. A equipe cearense abriu 2 a 0 ainda na primeira etapa, desperdiçou inúmeras oportunidades e conquistou os três pontos sem muitas dificuldades.

A maior surpresa da rodada aconteceu na Vila Belmiro. O clima era de festa, devido à comemoração dos 70 anos do Rei Pelé. Mas os santistas se esqueceram de combinar a festa com os convidados do Grêmio Prudente, praticamente rebaixado e "lanterninha" do Brasileirão.

O Peixe abriu 2 a 0 de vantagem, caminhava para uma fácil vitória, mas vacilou. Mesmo com um jogador a mais durante boa parte do tempo, sofre a virada. Para completar o desastre, o Santos teve um pênalti a favor, ficou com dois homens a mais em campo, mas Neymar - com a camisa 70, em alusão ao aniversário do Rei - chutou para fora. Fim de jogo na Vila, Prudente 3, Santos 2. Além do vexame na data comemorativa, o resultado afastou o Santos da briga pelo título.



Escrito por Felipe Virolli às 12h00
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CAMPEONATO BRASILEIRO - 2010

Análise da #R30

A disputa pelo título nacional continua acirrada. Porém, podemos dizer que os times que estão à frente na tabela de classificação “não estão querendo” a taça. Desta vez, nenhum dos cinco primeiros colocados conseguiu vencer.

No sábado, o Atlético Paranaense, atualmente na 6ª colocação, bateu o Goiás por 2 a 1, na Arena da Baixada. Já o Internacional foi “atropelado” pelo Flamengo, no Rio de Janeiro, e ficou estagnado na 5ª posição. O destaque do jogo foi o atacante Deivid, autor de dois gols. O resultado alivia e afasta a equipe carioca do rebaixamento. Já o Colorado perde a chance de se aproximar dos líderes.

No domingo, o Grêmio recebeu o líder Cruzeiro, no Olímpico. A Raposa abriu o placar com o craque argentino Montillo, mas acabou derrotada por 2 a 1. Vale destacar que a arbitragem anulou um gol legítimo de Wellington Paulista,quando o jogo ainda estava empatado em 1 a 1, prejudicando o líder do torneio.

Outro clube prejudicado na rodada do final de semana foi o Corinthians, que empatou por 0 a 0 com o Guarani, em Campinas. O Timão marcou dois gols com Ronaldo, mas ambos foram anulados – pelo menos um deles de maneira equivocada.

No Engenhão, Fluminense e Botafogo também não passaram de um empate sem gols – resultado desagradável para as duas equipes, que também caíram drasticamente de produção nas últimas rodadas.

Clássico quente mesmo foi no Morumbi. São Paulo e Santos fizeram um jogo maravilhoso, ofensivo, do início ao fim. O Peixe abriu o placar, o Tricolor virou o jogo, abriu dois gols de vantagem, cedeu o empate e só conquistou a vitória (4 a 3) nos instantes finais. Com o resultado, a equipe praiana fica estacionada na 4ª colocação, enquanto o São Paulo pula para a 9ª posição.

Quem se deu bem na rodada foi o Atlético Goianiense, que bateu o Vasco por 2 a 0 e conseguiu sair da zona de rebaixamento. Outro que continua se recuperando bem na tabela é o Atlético Mineiro, que venceu o Avaí por 2 a 0.

O Palmeiras recebeu o Ceará, na Arena Barueri, mas não passou de um empate: 1 a 1. O Verdão abriu o placar com mais um gol de falta de Marcos Assunção, mas nos minutos finais de jogo, Marcio Araujo cometeu um pênalti infantil, que resultou na igualdade do placar.

E o Grêmio Prudente, hein? Foi a Salvador enfrentar o Vitória e retornou com mais uma derrota na bagagem, desta vez por 2 a 0. A equipe do interior paulista está praticamente rebaixada para a segunda divisão nacional.

G4 pode voltar a ser G3

Muitos dirigentes e torcedores comemoraram a “volta da quarta vaga” do Campeonato Brasileiro para a Taça Libertadores da América. Porém, caso algum clube brasileiro conquiste a Copa Sul-Americana, o G4 voltará ser G3, ou seja, não há muito que comemorar sem antes torcer contra os clubes brasileiros na segunda competição continental mais importante da América.



Escrito por Felipe Virolli às 21h36
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CAMPEONATO BRASILEIRO - 2010

Quem vai faturar o Brasileirão?

Com os dois jogos realizados na última quarta-feira, finalmente todos os 20 times do Brasileirão estão com o mesmo número de jogos disputados. Agora, faltam 9 rodadas para o término da competição mais importante do país.

Enquanto os holofotes estavam voltados para Fluminense e Corinthians, que nadavam de braçadas na competição há algumas rodadas atrás, o Cruzeiro, ao melhor estilo mineiro, foi comendo quietinho e somando pontos importantes, que o colocaram na liderança nesta reta final, com 54 pontos – dois a mais que o Fluminense e cinco a mais que o Corinthians, segundo e terceiro colocados, respectivamente.

Os recentes tropeços de Flu e Timão fizeram ainda com que times fortes como Santos e Internacional, que estão “sem obrigação alguma” no Brasileirão, sonhem com a taça. A briga pelas vagas para a Taça Libertadores do ano que vem também promete ser acirrada, pois Botafogo, Atlético Paranaense, Grêmio, Palmeiras, São Paulo e Vasco encostaram.

Chances matemáticas:

De acordo com os cálculos do matemático Tristão Garcia, o líder Cruzeiro tem 52% de chances de levantar a taça. O Fluminense aparece com 29%, enquanto o Corinthians tem 6%, assim como o Santos. O Internacional tem a metade disso e clubes como Botafogo, Atlético Paranaense, Grêmio e Palmeiras têm apenas 1%. Na sua opinião, quem vai ficar com o título? Faça suas apostas.



Escrito por Felipe Virolli às 22h11
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CAMPEONATO BRASILEIRO - 2010

Análise da 27ª rodada do Brasileirão

Devido às eleições, Vasco e Goiás abriram a rodada na sexta-feira, em São Januário. Num jogo bastante disputado, a equipe cruzmaltina, após ficar por duas vezes em desvantagem no placar, conseguiu a sofrida vitória por 3 a 2 nos minutos finais.

No sábado, tivemos os outros nove jogos que completaram a rodada. Santos e Palmeiras fizeram um clássico muito equilibrado na Vila Belmiro. O Verdão abriu o placar com um golaço do atacante Kléber, mas o Peixe chegou ao empate na etapa final, através de um gol contra do zagueiro Danilo.

O Grêmio, do técnico e ídolo Renato Gaúcho, continua crescendo na competição. Mesmo jogando fora de casa, goleou o Vitória por 3 a 0, em Salvador. Já o Grêmio “genérico”, de Presidente Prudente, “lanterninha” da competição, conseguiu arrancar um empate com o líder Fluminense por 1 a 1.

E a rodada não foi muito boa para os favoritos ao título. Se o Fluminense não passou de um empate contra o pior time do campeonato, o Corinthians também decepcionou sua torcida e perdeu uma grande oportunidade de somar três pontos. O Timão recebeu o decadente Ceará, em pleno Pacaembu lotado, chegou a ficar com o placar adverso em 2 a 0, e só conseguiu o empate na etapa final, num lance de sorte do meia Defederico, que cruzou uma bola na área adversária, que acabou indo direto para o gol.

O terceiro colocado, o Cruzeiro, também não passou de um empate sem gols contra o Atlético Paranaense. Se você acha que os empates acabaram por aí está muito enganado. No Engenhão, o Botafogo recebeu o Flamengo. Lúcio Flavio abriu o placar para o time da estrela solitária, num golaço de falta, mas o rubro-negro chegou ao empate com o lateral Léo Moura.

O último empate da rodada (ufa!) foi entre Avaí e São Paulo. Num jogo difícil de se assistir, as equipes ficaram num melancólico 0 a 0. Ainda no final de semana, a diretoria do clube paulista anunciou a contratação do técnico Paulo César Carpegiani, que estava no Atlético Paranaense.

Para fechar a rodada, Atlético Goianiense e Atlético Mineiro fizeram o “jogo dos desesperados”. Apesar do mau momento das duas equipes, foi um jogo emocionante, e o Galo Mineiro conseguiu a vitória, a primeira sob o comando do técnico Dorival Junior. O destaque deste jogo fica por conta do golaço de bicicleta do zagueiro Réver, convocado por Mano Menezes.



Escrito por Felipe Virolli às 22h01
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Felipe Monteiro Virolli é jornalista e autor do Ranking de Clubes Brasileiros. Polêmico, crítico e muito sincero, Virolli entrou para o jornalismo com a idéia de revolucionar o mundo. Tem ideais vanguardistas e preza muito pela ética na profissão, assim como na vida. Seu desejo com o blog Futebolismo é se tornar referência na internet em conteúdo futebolístico, oferecendo opiniões e análises com qualidade, livres de paixões clubísticas, para quem é fanático por este maravilhoso esporte.
 

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